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01/06/2010 - 18h34

No segundo mês sem IPI reduzido, vendas de carros recuam 10%

SÃO PAULO - As vendas de veículos no Brasil mantiveram a trajetória descendente em maio, confirmando as expectativas de arrefecimento do mercado com o fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), uma das principais medidas adotadas pelo governo para neutralizar efeitos da crise financeira internacional no país.

No total, foram negociados 235.674 automóveis e comerciais leves no mês passado, volume 10% inferior ao registrado em abril (261.897 unidades). Na comparação com igual período de 2009, a queda foi de 0,72%, conforme dados divulgados pela Fenabrave, entidade que reúne as concessionárias de carros.

Apesar disso, o resultado do ano ainda é positivo, com alta de 13,06% nos cinco primeiros meses, que registraram vendas de 1,248 milhão de carros de passeio e utilitários. A Fiat mantém a liderança desse mercado, com uma participação de 22,54%, seguida por Volkswagen (20,94%), General Motors (20,28%) e Ford (10,39%).

O balanço da Fenabrave também informa que as vendas de caminhões somaram 13.202 no mês passado, uma queda de 2,89% em relação a abril, mas 73,44% acima do volume de igual período de 2009. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, foram vendidos 57.886 caminhões, uma alta de 55,3%.

No mercado de ônibus, as vendas atingiram 2.108 unidades em maio, com queda de 9,95% em relação a abril. No entanto, na comparação anual, o setor registrou crescimento de 8,44%.

De janeiro a maio, foram emplacados 10.866 ônibus, o que corresponde a um incremento de 30,74% sobre igual período do calendário anterior.

A Fenabrave também reportou que as vendas de motocicletas cresceram 0,59% entre abril e maio, alcançando 143.854 unidades. Na comparação com igual mês de 2009, a alta foi de 6,76% no mercado duas rodas, que acumulou vendas de 692.544 unidades nos cinco primeiros meses deste ano (alta de 9,7%).

A Honda é líder nesse segmento, com participação de 77,24% nas vendas de janeiro a maio. Na sequência, aparece a Yamaha, que respondeu por 11,45% das vendas nesse período.

(Eduardo Laguna | Valor)

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