UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

01/06/2010 - 17h49

Petróleo, minério e soja puxam crescimento da balança em maio

BRASÍLIA - Petróleo, minério de ferro e soja em grão responderam por 70,2% do crescimento da balança comercial em maio, principalmente pela forte elevação de preços das duas primeiras commodities. O saldo ficou em US$ 3,443 bilhões, o melhor resultado mensal desde junho de 2009 (US$ 4,6 bilhões) e 31,3% superior ao mesmo mês do ano passado (US$ 2,6 bilhões).

As exportações somaram US$ 17,7 bilhões, avanço de 40,7% em 12 meses, com destaque para a Argentina. As vendas ao vizinho cresceram 65,4%, ajudando a recuperar as exportações para a América Latina, com alta de 50,5%, atrás apenas da Ásia que liderou comprando 53,2% a mais.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, saudou a recuperação da balança comercial e, com base nesses números, elevou de US$ 168 bilhões para US$ 180 bilhões, a previsão para o total de exportações no ano.

Ele explicou que o bom desempenho de maio foi baseado na alta de preços e quantidades exportadas das três commodities. O petróleo registrou alta de 104,7% sobre o preço cotado em maio de 2009, além de vender 41,5% a mais. O preço do minério de ferro aumentou 78,3% e o volume exportado foi 52,9%.

"Há uma recuperação sim, mas é perigoso para o país ficar baseado apenas em alta de preços de commodities", que oscilam bastante. "Temos que aumentar a competitividade, não há milagre", disse Barral sobre a necessidade de ampliação das vendas externas de produtos industrializados.

Segundo ele, "por enquanto", a crise da União Europeia ainda não afetou o comércio exterior brasileiro, mas "é preciso esperar para saber se haverá efeitos mais fortes na demanda internacional".

As exportações para os países europeus, segundo Barral, ainda não apresentaram maiores oscilações, registrando elevação de 27,3% sobre maio de 2009.

Já as importações cresceram acima das exportações em 45,1% no mês passado em comparação com o mesmo mês de 2009, para US$ 14,259 bilhões. As maiores compras foram de bens de consumo (alta de 55%), por forte aumento (72,5%) na importação de automóveis da Ásia, México e Argentina.

O comportamento da balança comercial no acumulado de janeiro a maio foi de franca recuperação, na visão de Barral. Embora o saldo tenha ficado em US$ 5,617 bilhões, uma queda de 40,2% sobre os US$ 9,3 bilhões de período igual do ano passado.

O secretário destacou que as exportações registraram valor recorde nos primeiros cinco meses do ano, acumulando US$ 72,093 bilhões, elevação de 28,7% sobre janeiro a maio de 2009, pela média diária. Enquanto as importações ficaram em US$ 66,476 bilhões, com expressivo aumento de 42,5% na mesma comparação, "refletindo o bom desempenho da economia", disse Barral.

(Azelma Rodrigues | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host