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01/06/2010 - 11h53

Queda da indústria não é reversão da trajetória, avalia IBGE

RIO - A produção industrial brasileira registrou a primeira queda desde novembro do ano passado. Houve recuo de 0,7% em abril, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 12 meses, a indústria brasileira apresentou pela primeira vez um resultado positivo, de 2,3%, desde janeiro de 2009. Segundo o gerente de análise e estatísticas derivadas do IBGE, André Macedo, o dado mais fraco em abril não apresenta reversão da trajetória ascendente do setor industrial, já que opera próximo ao patamar recorde da indústria, atingido em março passado. "Isso é possível de ser analisado pela trajetória do setor produtivo, pelas comparações do setor industrial, que mantém um perfil generalizado de crescimento intenso. A queda não altera em nada o que vinha mostrando nos meses anteriores. O recuo é precedido de taxa intensa no mês anterior, de crescimentos suscessivos desde dezembro de 2009", disse.

Em relação a abril do ano passado, houve uma alta de 17,4%, já que a base de comparação é bastante baixa, devido aos efeitos da crise econômica internacional. Foi a quinta taxa positiva de dois dígitos. O grande destaque ficou para os bens de capital, que avançaram 2,4% em abril, em relação a março, e já havia apresentado resultado mais intenso no mês anterior. Na comparação com o quarto mês do ano passado, o avanço foi de 36,3%.

"O resultado dos bens de capital dão qualidade para o setor industrial como um todo, em função do que ele representa em termos de ampliação da capacidade produtiva, de modernização do parque industrial, que poderia estar revertendo em termos de maior capacidade no futuro", disse o gerente de análise e estatísticas derivadas do IBGE, André Macedo. Os bens intermediários apresentaram avanço de 0,5% em abril, ante o mês anterior, e alta de 17,8% em relação a abril de 2009. A produção de bens duráveis aumentou 0,5%. Na comparação anual, o avanço foi de 20,9%. A queda do setor industrial no mês de abril foi puxada principalmente pelo setor de bens de consumo, que apresentou arrefecimento de 1,5% em relação a março. (Juliana Ennes | Valor)

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