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04/06/2010 - 09h50

Dados de emprego dos EUA azedam humor e Ibovespa deve abrir em baixa

SÃO PAULO - Em um pregão que promete ser de pouca liquidez, o humor dos investidores já foi prejudicado pelos dados de emprego divulgados nos Estados Unidos, que vieram pior que o esperado.

Segundo o Departamento do Trabalho, foram criados 431 mil postos de trabalho em maio, refletindo a contratação de 411 mil trabalhadores temporários para o Censo 2010. Eram esperadas cerca de 500 mil novas vagas no período. A instituição ainda mostrou que a taxa de desemprego americana recuou para 9,7% no mês passado.

Após o indicador, o Ibovespa futuro, que já operava no campo negativo, acentuou as perdas e, há pouco, recuava 2,12%, para 62.050 pontos.

No último pregão, realizado na quarta-feira, antes do feriado de Corpus Christi, o Ibovespa havia subido 1,78%, aos 62.942 pontos, com giro financeiro de R$ 4,682 bilhões.

Ontem, quando o mercado brasileiro estava fechado, as bolsas americanas fecharam em alta. O índice Dow Jones teve valorização de 0,06% e o Nasdaq avançou 0,96%. Foram analisados dados de emprego e do ritmo de crescimento do setor de serviços americano.

Nesta sexta-feira, no cenário europeu, a agência de estatística Eurostat ainda mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,2% no primeiro trimestre de 2010, em comparação com os três meses anteriores, quando as economias da região avançaram 0,1%.

Pela manhã, os índices futuros americanos operavam em forte queda, assim como as bolsas europeias.

No mercado asiático, as bolsas encerraram esta jornada sem uma direção comum. Entre os fatores analisados pelos investidores estiveram a paridade do dólar em relação a outras moedas, como iene e euro, e a escolha de Naoto Kan como novo premiê do Japão.

Em Tóquio, o Nikkei 225 recuou 0,13%, e, em Hong Kong, o Hang Seng declinou apenas 0,03%. No sentido contrário, em Seul, o Kospi teve valorização de 0,14%, e, em Xangai, o Shanghai Composite, registrou elevação de 0,04%.

No segmento cambial, o dólar operava em alta em relação às principais moedas. Há pouco, a divisa americana subia 0,65%, cotada a R$ 1,839 na venda. Já o dólar futuro, com vencimento em julho, avançava 1,06%, a R$ 1,8495.

(Beatriz Cutait | Valor)

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