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10/06/2010 - 14h29

Apesar do preço, Vivo quer levar 3G a pequenas cidades

SÃO PAULO - Para ganhar participação no grande filão do mercado de internet móvel brasileiro, a Vivo revelou hoje seus planos de aumentar a cobertura de terceira geração (3G) no país para 85% da população até 2011.

Hoje, segundo a empresa, cerca de 65% dos brasileiros podem ter acesso à internet 3G. São 732 municípios, sendo que, destes, 600 são atendidos pela Vivo, cuja clientela do serviço 3G soma 4 milhões de pessoas.

De acordo com o presidente da empresa, Roberto Lima, até o fim deste ano, 1.461 municípios terão cobertura 3G, para que, ao término do ano que vem, a rede de cobertura da Vivo chegue a 2.832 municípios em todo país.

"Vamos conectar uma média de quatro municípios por dia. O plano começa a contar a partir hoje", afirmou Lima em São Paulo, em apresentação do projeto, entitulado Plano Vivo Internet Brasil.

O plano leva em consideração cidades menores, com baixo desenvolvimento econômico. "Vamos inverter a lógica de atuar apenas em locais desenvolvidos. Queremos ir para lugares onde nosso serviço consiga gerar desenvolvimento e depois recuperaremos esses investimentos com o crescimento dessas cidades", vislumbrou o executivo.

O projeto inclui a expansão de 3G para 329 municípios de até 5 mil habitantes, 530 municípios com população de 5 mil a 10 mil habitantes. A ampliação do acesso para as cidades um pouco maiores, de 10 mil a 300 mil habitantes, atingirá mais de 1.300 municípios.

O custo do plano para o acesso à tecnologia, no entanto, ainda é pouco atrativo, principalmente para os segmentos menos desenvolvidos que a Vivo pretende atingir.

No primeiro mês (em promoção), o cliente paga R$ 29,95 pela quantidade de dados trafegados equivalente a 250 MB. A partir do segundo mês, no entanto, o preço do serviço sobe para R$ 59. Lima justifica o custo, dizendo que cerca de 44% dos R$ 59 cobrados são impostos. "A escala pode trazer ainda redução de preço. Existe uma tendência mundial de redução nos custos", acrescentou o executivo. Lima não informou qual o retorno financeiro esperado pela Vivo nas cidades menores e menos desenvolvidas por meio do plano e afirmou que não há projetos em vista que envolvam taxas especiais para as regiões de população com baixa renda.

(Vanessa Dezem | Valor)

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