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10/06/2010 - 15h37

Bolsas europeias reagem a projeções melhores de crescimento

SÃO PAULO - As bolsas europeias avançaram nesta quinta-feira, ajudadas por dados positivos na Ásia, pela decisão dos bancos centrais da Europa e da Inglaterra de manter as taxas básicas de juros na região, além de projeções mais otimistas do BCE. O contraponto ficou com a ação da BP, que afundou mais 6%.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,92%, para 5.133 pontos; em Paris, o CAC-40 terminou com ganho de 2,03%, aos 3.517 pontos; e em Frankfurt, o DAX avançou 1,20%, para 6.057 pontos.

Conforme esperado, o Banco da Inglaterra manteve a taxa básica de juro em 0,5% e o Banco Central Europeu (BCE) deixou a principal taxa de juro da zona do euro em 1%. Além disso, o BCE elevou suas projeções de crescimento para a economia da região. Agora, espera crescimento de 0,7% a 1,3% para o PIB na zona do euro em 2010, ante a estimativa feita em março, de expansão de 0,4% a 1,2%.

Da Ásia, vieram as notícias de que o PIB do Japão no primeiro trimestre cresceu 5%, ligeiramente acima do previsto pelo mercado, e de que as exportações da China em maio cresceram 48,5% em relação ao mesmo mês de 2009. As importações, por sua vez, subiram 48,3%. As vendas externas totalizaram US$ 131,76 bilhões no mês passado e as compras, US$ 112,23 bilhões. Com isso, houve superávit comercial de US$ 19,53 bilhões.

Já nos Estados Unidos, as exportações somaram US$ 148,8 bilhões em abril e as importações ficaram em US$ 189,1 bilhões no período. Assim, o déficit comercial americano passou para US$ 40,3 bilhões. E os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos caíram em 3 mil na semana encerrada no dia 5 deste mês, para 456 mil.

Diante de todas essas informações, os investidores partiram para as compras, principalmente de empresas mais sensíveis ao crescimento econômico. BHP Billiton subiu 3,2%, Xstrata ganhou 4,3%, Daimler teve alta de 2,9% e Santander disparou 5,2%.

O contraponto ficou com as ações da BP, que recuaram mais 6,7%. Mais cedo, chegaram a despencar 12%, para a menor cotação dos últimos 13 anos. Desde a explosão na plataforma de perfuração em águas profundas, que deu início ao vazamento de óleo no Golfo do México, em 20 de abril, as ações da empresa já caíram mais de 40%. Ontem, circularam especulações de analistas sobre o risco de a empresa não conseguir cumprir suas obrigações financeiras e declarar falência.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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