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10/06/2010 - 09h49

Bovespa deve iniciar pregão em alta, em dia de agenda cheia

SÃO PAULO - Após ter invertido a trajetória ao fim do dia e de ter encerrado o último pregão em baixa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve buscar uma retomada no início dos negócios desta quinta-feira. A indicação vem do Ibovespa futuro que, há pouco, avançava 0,90%, para 62.110 pontos.

Ontem, embora tenha subido 1,44% na máxima do dia, o Ibovespa terminou em queda de 0,51%, aos 61.478 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,181 bilhões.

O desempenho brasileiro esteve atrelado ao americano, em meio às preocupações com a situação da petrolífera British Petroleum (BP) e com declarações feitas pela premiê alemã Angela Merkel.

Hoje, a agenda é relevante e, entre os destaques, estão as decisões de políticas monetárias no Brasil e em outros países, que vieram em linha com o esperado. Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou novamente a taxa de juros básica Selic em 0,75 ponto percentual, para 10,25% ao ano.

Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) deixou a principal taxa de juro da zona do euro em 1%. O Banco da Inglaterra também manteve o custo do dinheiro, em 0,5%, e decidiu conservar o plano de compra de ativos em 200 bilhões de libras.

Ainda no front internacional, dados da economia chinesa animam os investidores. As exportações do país cresceram 48,5% em maio, perante um ano antes, e as importações tiveram elevação semelhante, de 48,3%.

As vendas externas totalizaram US$ 131,76 bilhões no mês passado e as compras, US$ 112,23 bilhões. Com isso, houve superávit comercial de US$ 19,53 bilhões.

Nos Estados Unidos, os agentes avaliam os dados da balança comercial de abril, os pedidos semanais por seguro-desemprego e o resultado orçamentário do Tesouro, em maio.

No ambiente corporativo, as atenções recaem sobre a Petrobras. O Plenário do Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira o projeto de lei que capitaliza a estatal para a exploração de petróleo e gás na camada pré-sal, que se estende no subsolo marinho que vai do litoral de Santa Catarina ao Espírito Santo. Com a aprovação da matéria - sem as cinco emendas apresentadas -, o governo fica autorizado a vender à Petrobras, sem licitação, a permissão de explorar a pesquisa e a lavra de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos (até 5 bilhões de barris) em áreas do pré-sal. O projeto também permite que a União participe do aumento de capital da empresa.

Ainda no setor petrolífero, autoridades federais dos EUA deram à BP 72 horas para que a empresa apresente um plano para resolver o vazamento no Golfo do México.

Nesta manhã, os índices futuros americanos operam de lado, enquanto, na Europa, o mercado apresenta valorização.

No mercado asiático, a maior parte das bolsas fechou em alta, impulsionada pela divulgação de dados positivos referentes às economias do Japão, da China e da Austrália.

Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 1,10%, enquanto, em Seul, o Kospi subiu 0,27%. Já em Hong Kong, o Hang Seng teve valorização mais modesta, de 0,06%, e somente o Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, ficou no vermelho, caindo 0,82%.

No mercado cambial, o dólar opera em queda pelo terceiro dia. Há pouco, a moeda americana era negociada a R$ 1,832 na compra e a R$ 1,834 na venda, baixa de 0,75%. Já o dólar futuro com vencimento em julho cedia 0,99%, a R$ 1,8415.

(Beatriz Cutait | Valor)

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