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10/06/2010 - 07h51

Bovespa segue NY e cai na quarta-feira

SÃO PAULO - A quarta-feira não se confirmou como mais um dia de recuperação para as bolsas de valores no mercado local e externo. Como já observado diversas vezes nas últimas semanas, o tom comprador perde força no final do dia e leva os vendedores a ganhar força.

Por aqui, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cedeu 0,51%, para encerrar aos 61.478 pontos. O giro somou R$ 5,18 bilhões. Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 0,41%, o Nasdaq perdeu 0,54%, e o S & P 500 recuou 0,59%.

A perda de sustentação das compras, já que Ibovespa subia mais de 1,2%, assim como Dow Jones, foi creditada a notícias sobre a situação da petrolífera britânica BP depois do derramamento de petróleo no Golfo do México e a declarações feitas pela premier alemã Angela Merkel.

Os papéis da BP despencaram quase 15% no mercado americano, em meio às especulações sobre um pedido de falência da companhia e de não pagamento dos dividendos por conta do desastre mais recente.

Da Alemanha, Merkel defendeu que já está na hora de se reduzir os estímulos econômicos e afirmou que as lições da crise da dívida europeia devem ser aprendidas.

No câmbio, as ordens de venda perderam força no final da tarde, mas ainda assim o dólar comercial marcou um novo pregão de baixa contra o real. A moeda fechou a R$ 1,848 na venda, queda de 0,64%. Na mínima, a moeda saiu a R$ 1,835.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar caiu 0,74%, a R$ 1,846. O volume ficou em US$ 10,75 milhões, um terço do observado um dia antes.

No mercado interbancário o movimento voltou ao normal, somando US$ 1 bilhão, depois de um salto para US$ 6 bilhões no pregão de terça-feira.

Segundo o gerente da mesa da Advanced Corretora, Reginaldo Siaca, a formação de preço continua atrelada ao comportamento do mercado externo.

As vendas no câmbio vinham firmes até que o humor virou em Nova York e levou os índices para o terreno negativo. Outra influência externa, diz Siaca é o preço do euro, que ameaçou recuperação no pregão de quarta-feira, mas voltou a valer menos de US$ 1,20 no final do dia.

Esperando a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) os contratos de juros futuros marcaram novo dia de alta. Segundo o sócio da consultoria Wagner Investimentos, Milton Wagner, o mercado não mostrava dúvida quanto à elevação de 0,75 ponto percentual na taxa básica, como já sinalizava que se posiciona para novos aumentos de mesma magnitude.

A observação do especialista tem base em um modelo quantitativo que consegue captar o posicionamento dos grandes investidores em mais de 50 ativos ao redor do mundo.

De fato, o Banco Central subiu a Selic em 0,75 ponto, de 9,50% para 10,25%. O comunicado foi o mesmo da reunião de abril, passando a ideia de continuidade no ajuste. Agora, é esperar a ata para ver a ponderação do BC entre cena doméstica e crise externa.

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento o julho de 2010 subia 0,04 ponto a 10,07%. Agosto de 2010 ganhava 0,04 ponto, a 10,24%. E janeiro de 2011, o mais líquido do dia, também apontava alta de 0,04 ponto, a 11,05%.

Entre os longos, o contrato para janeiro de 2012 marcava alta de 0,05 ponto, a 11,95%. Janeiro de 2013 ganhou 0,05 ponto, a 12,12%. E janeiro 2014 subia 0,04 ponto, a 12,13%.

Até as 16h15 da quarta-feira, foram negociados apenas 664.775 contratos, equivalentes a R$ 60,49 bilhões (US$ 32,42 bilhões). O vencimento de janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 233.710 contratos, equivalentes a R$ 22,01 bilhões (US$ 11,79 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor)

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