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10/06/2010 - 17h35

Clima pode contribuir para segurar inflação da baixa renda

SÃO PAULO - A estabilização das condições climáticas no país pode levar a uma nova acomodação do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) em junho.

Em maio, o indicador, que considera a inflação das famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos, subiu 0,18%, o mais baixo resultado desde os 0,16% de dezembro, mas mesmo assim André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), acredita que a tendência dos preços dos alimentos continua sendo de queda, apesar do recuo de 0,20% observado em maio.

"Os alimentos têm peso de cerca de 40% no IPC-C1 e itens que acumularam alta expressiva até abril ainda não esgotaram a tendência de baixa", acredita Braz.

Como exemplo, o economista enumera as hortaliças e legumes, com alta de 23,40% acumulada em 12 meses até maio, mês em que recuaram 5,21%.

Comportamento semelhante tiveram as frutas, que caíram 1,30% em maio, mas ainda acumulam avanço de 16,32% em 12 meses; o frango inteiro, com baixa de 0,89% em maio e alta de 0,68% em 12 meses; e os pescados frescos, com baixa de 0,85% em maio e alta de 2,87% em 12 meses.

No ano, o IPC-C1 acumula alta de 5,18%, dos quais André estima que cerca de 90% se devam ao comportamento dos alimentos.

"Em junho, espero um IPC-C1 em patamar baixo, com possibilidade de continuar desacelerando em 12 meses", diz Braz, lembrando que na passagem de abril para maio o acumulado em 12 meses passou de 6,58% para 6,04%, no primeiro recuo desde dezembro.

Para os meses seguintes, Braz ressalta que a tendência é a inflação para as famílias de baixa renda refletir o impacto de algumas tarifas administradas, como planos de saúde, telefonia fixa, energia e água.

(Rafael Rosas| Valor)

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