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10/06/2010 - 11h15

Copom e cena externa puxam DIs para cima

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros marcam novo pregão de alta na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Segundo o economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e a melhora de ambiente externo estão em pauta.

Por volta das 11h15, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2010 subia 0,06 ponto, a 10,13%. Agosto de 2010 ganhava 0,01 ponto, a 10,26%. E janeiro de 2011, referência de mercado, subia 0,04 ponto, a 11,07%.

Entre os longos, o DI para janeiro de 2012 acumulava 0,06 ponto, a 11,98%. Janeiro 2013 avançava 0,09 ponto, projetando 12,17%. E janeiro 2014 ganhava 0,07 ponto, apontando 12,18%.

A elevação da Selic em 0,75 ponto percentual, para 11,25% na noite de ontem não trouxe surpresa. Segundo Neto, o mercado reage, mesmo, ao comunicado, que não sugeriu mudança de atuação do Banco Central no curto prazo.

O comunicado foi exatamente o mesmo da reunião de abril, transmitindo a ideia de continuidade do ajuste das condições monetárias. "Como o BC não acenou mudança, o mercado migra para mais uma alta de 0,75 ponto em julho", diz o economista.

No entanto, Neto não está 100% certo de que o ritmo será mantido. Além do cenário externo, que deixa margem para dúvidas, o economista acredita que o BC também deve ponderar a retirada dos estímulos fiscais e do aperto monetário sobre a atividade. "O BC, em algum momento, vai considerar isso na sua decisão." De visão semelhante, o economista-sênior para a América Latina da empresa de análises de mercado 4Cast, Pedro Tuesta, aponta que o comunicado não deu nenhuma pista sobre ações futuras do BC.

Ainda de acordo com Tuesta, o mercado aguarda a ata em busca de uma sinalização sobre o quão determinante é o fator externo no modelo do BC. Pois antes da piora das condições na Europa, os agentes pressionavam a autoridade monetária por um aumento no ritmo de ajuste da Selic.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro vende Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B).

(Eduardo Campos | Valor)

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