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10/06/2010 - 12h06

Países devem aplicar sanções individuais a Irã, diz embaixador dos EUA

SÃO PAULO - A aprovação de novas sanções ao Irã pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) foi apenas o primeiro passo para forçar o país a rever sua posição quanto à produção de energia nuclear, afirmou o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon. Durante o 3º Fórum Brasil - Estados Unidos, realizado nesta quinta-feira em São Paulo, o embaixador americano ressaltou que os países também devem aplicar sanções individuais ao governo de Mahmoud Ahmadinejad.

Shannon explicou que a comunidade internacional continua disposta a negociar com o Irã, mas como durante anos o país violou as decisões do Conselho de Segurança da ONU, medidas mais drásticas precisavam ser aplicadas. "Acreditamos que é necessária uma solução pacífica e negociada, mas foi preciso uma pressão maior para ganharmos espaço nas negociações", ressaltou. O objetivo internacional, segundo Shannon, é fazer com que o Irã interrompa seu programa nuclear.

"O fato de tantos países terem votado a favor das sanções evidencia as preocupações mundiais com o programa nuclear iraniano", disse o embaixador americano, destacando que os Estados Unidos reconhecem os esforços do Brasil e da Turquia de tentar fazer com que o Irã cumpra com suas obrigações. "O trabalho do Brasil e da Turquia foi de boa-fé", afirmou. De acordo com Shannon, as sanções da ONU até o momento não tiveram a devida eficácia porque não foram acompanhadas de perto. "Agora, criamos um painel para acompanhar a implementação das sanções e avaliar sua eficiência", disse o embaixador.

(Francine De Lorenzo | Valor)

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