UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

11/06/2010 - 18h13

Ibovespa fecha a semana nos 63 mil pontos, mas giro financeiro diminui

SÃO PAULO - O Ibovespa encerrou o último pregão da semana em alta, defendendo a linha dos 63 mil pontos. O fraco giro financeiro do mercado, entretanto, reduziu a relevância do desempenho.

Com um movimento volátil ao longo da primeira etapa dos negócios, o Ibovespa consolidou a trajetória positiva apenas na parte da tarde, mesmo descolado das bolsas americanas.

Ao fim do dia, no entanto, o mercado dos Estados Unidos inverteu o rumo e passou a registrar ganhos, o que levou o mercado brasileiro a acentuar a valorização no pregão.

O Ibovespa fechou em alta de 0,88%, aos 63.605 pontos, com giro financeiro de R$ 4,14 bilhões. Na semana, o índice acumulou valorização de 3,13% e, no mês, sobe 0,89%. Já nos Estados Unidos, o índice Dow Jones subiu 0,38%, o Nasdaq se apreciou em 1,12%, e o S & P 500 avançou 0,44%.

Na avaliação do economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, o fraco volume brasileiro deste pregão esteve, em parte, atrelado ao início da Copa do Mundo, mas, principalmente, à cautela do investidor.

"Apesar da melhora do mercado, os investidores não sentem confiança para voltar a comprar, em meio a um ambiente externo mais instável. Hoje, os papéis de siderurgia e mineração contribuíram para a alta do Ibovespa, em contraposição aos papéis da Petrobras. O mercado segue ne defensiva, diante do processo de capitalização da empresa", pontuou.

A agenda de indicadores foi movimentada principalmente na parte da manhã. Nos Estados Unidos, foi divulgado um indicador pior que o previsto do setor varejista. As vendas caíram 1,2% de abril para maio.

De outro lado, a confiança do consumidor americano superou as projeções, ao alcançar o nível mais alto desde janeiro de 2008. Pesquisa feita pela Universidade do Michigan revelou que o indicador que mede esse sentimento subiu para 75,5 na leitura preliminar de junho.

Os agentes ainda repercutiram alguns indicadores da China divulgados na noite de quinta-feira, que vieram praticamente em linha com o esperado.

Entre os principais dados estão as vendas no varejo, que cresceram 18,7% em maio na comparação anual, para 1,25 trilhão de yuan (US$ 183 bilhões). Já a produção industrial do país ampliou-se 16,5%.

No front corporativo, entre as blue chips, as ações PN da Petrobras caíram 0,93%, a R$ 29,62, e giraram R$ 344 milhões. Já os papéis PNA da Vale subiram 1,06%, a R$ 41,66, com volume movimentado de R$ 466,5 milhões.

Terceiro papel mais negociado do dia, PDG Realty ON girou R$ 196,1 milhões, com alta de 0,31%, a R$ 15,85.

No setor de siderurgia e mineração, destaque para as ações PN da Gerdau, que se apreciaram em 1,99%, a R$ 25,01, para CSN ON, com ganhos de 1,63%, a R$ 27,29, e Usiminas PNA, com valorização de 1,34%, a R$ 46,01.

As maiores altas do Ibovespa partiram dos papéis ON da Gafisa, com apreciação de 5,16%, a R$ 11,40, seguidos das ações ON da B2W, com apreciação de 4,52%, a R$ 31,85, e de Lojas Renner ON, com avanço de 3,88%, a R$ 45,5.

Já as maiores quedas do índice vieram dos papéis PN da Klabin, que recuaram 2,1%, a R$ 5,11, das ações ON da LLX Logística, com baixa de 1,6%, a R$ 7,36, e de Telemar ON, com queda de 1,29%, a R$ 36,52.

Fora do Ibovespa, as ações ON da Hypermarcas caíram 3,66%, para R$ 22,35. A fabricante de medicamentos, alimentos e de produtos de higiene e limpeza anunciou que emitirá R$ 500 milhões em debêntures no dia 15 de julho por meio de uma oferta pública, para o pagamento de dívidas. Serão oferecidas 500 mil debêntures simples, não conversíveis em ações, com valor nominal unitário de R$ 1 mil.

Na semana, os papéis ON da mineradora MMX apresentaram a maior valorização do Ibovespa, ao subirem 11,57%, enquanto as ações ON da Telemar lideraram as perdas, com recuo de 6,09%.

(Beatriz Cutait | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host