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11/06/2010 - 14h55

Leilão de transmissão da Aneel teve deságio médio de 31,57%

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta tarde que os nove lotes de linhas de transmissão e subestações licitados hoje foram arrematados com deságio médio de 31,57% por cinco empresas e um consórcio.

Por meio de nota, a Aneel informou que o resultado do leilão foi comemorado pelo diretor-geral da agência, Nelson Hübner. ?Foi um leilão bastante competitivo, com participação de empresas privadas, estatais, nacionais e estrangeiras, mas o grande vencedor, de fato, é o consumidor brasileiro, que vai pagar uma tarifa mais baixa de transmissão?, declarou.

O resultado da disputa registrou deságios de até 51%. Este foi o caso da estatal Chesf, subsidiária da Eletrobras, quando obteve a concessão da subestação Polo, na Bahia (lote H). A companhia também levou o lote D, para construir a subestação Arapiraca III (AL), com um lance que proporcionou deságio de 17%.

Entre as empresas estrangeiras que arremataram lotes no leilão está a espanhola Elecnor que venceu disputa pelo lote E, com deságio de 33,94%, e a portuguesa Construção e Manutenção Electromecânica (CME), que detém 40% do Consórcio Atlântico (ARM). Este grupo levou o lote D ao apresentar um lance inferior em 16,83% ao valor máximo de receita anual.

De acordo com a Aneel, os vencedores devem entregar os documentos exigidos até o dia 18 de junho, de 9h às 14h, na BM & F Bovespa, para participarem da fase de habilitação. A homologação do leilão e a adjudicação da concessão estão previstas para 27 de julho. Os contratos de concessão deverão ser assinados até 20 dias após a convocação.

O prazo das concessões de transmissão é de 30 anos para construção, operação e manutenção de 708 quilômetros de quatro linhas e 11 subestações que serão construídas em sete estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Pará, Maranhão, Mato Grosso, Alagoas e Bahia.
Os empreendimentos deverão entrar em operação nos próximos dois anos, com exceção da Subestação Pólo, a ser instalada em Camaçari (BA), cujo prazo é de 18 meses. Os investimentos nos nove lotes negociados hoje estão estimados em R$ 700 milhões.

(Rafael Bitencourt | Valor)

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