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11/06/2010 - 09h48

Número de horas pagas pela indústria fica estável em abril

RIO - O número de horas pagas pela indústria brasileira ficou praticamente estável em abril, com alta de apenas 0,1% na comparação com março, segundo dados da série com ajuste sazonal divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estabilização acontece depois de um crescimento de 1,4% em fevereiro e de uma alta de 1,2% em março.

Na comparação com abril de 2009, a alta no número de horas pagas foi de 4,2%, na terceira taxa positiva seguida e no maior avanço desde os 4,7% de dezembro de 2004. O acumulado nos quatro primeiros meses de 2010 cresceu 2,4%, enquanto nos 12 meses encerrados em abril houve queda de 3,1%, no melhor resultado desde os -2,3% de junho do ano passado.

Na comparação com abril do ano passado, o número de horas pagas cresceu nos 14 locais pesquisados pelo IBGE e em 14 dos 18 ramos analisados. As principais pressões positivas vieram de meios de transporte, com aumento de 9,3%; alimentos e bebidas, com alta de 3,1%; máquinas e equipamentos, com avanço de 8,6%; e produtos de metal, que cresceu 7,1%. Já a contribuição negativa mais relevante ocorreu no setor de madeira, com baixa de -7,8%.

Entre os locais pesquisados, São Paulo, com alta de 4%, teve o maior impacto positivo, seguido por Nordeste, com 5,6%; Rio Grande do Sul, com 5,8%; Norte e Centro-Oeste, com 4,8%; e Rio de Janeiro, com 5,9%.

Na indústria paulista, 13 atividades aumentaram o número de horas pagas, com destaque para a alta de 7,6% dos meios de transporte, para o crescimento de 4,7% de alimentos e bebidas, e para o avanço de 13,4% do setor têxtil.

No acumulado do ano, todos os locais e as 14 atividades registraram alta. Entre os setores, os principais impactos positivos vieram de alimentos e bebidas, com 2,7%; meios de transporte, com 5,5%; máquinas e equipamentos, com 5,0%; papel e gráfica, com 5,5%; calçados e couro, com 4,4%; e têxtil, com 5,1%. Entre os locais, as maiores altas foram de São Paulo, com 3,1%; Nordeste, com 3,5%; Ceará, com 8,2%; Rio Grande do Sul, com 2,3%; e Rio de Janeiro, com 3,5%.

(Rafael Rosas | Valor)

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