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11/06/2010 - 10h07

Valor da folha de pagamento na indústria cai 0,4%, aponta IBGE

RIO - O valor real da folha de pagamento no setor industrial brasileiro caiu 0,4% na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Os dados, divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que essa foi a primeira queda depois de três meses de alta, período em que acumulou avanço de 9,4%.

Na comparação com abril do ano passado, o valor real da folha de pagamento cresceu 5,4%, no quarto resultado positivo consecutivo. Já o indicador acumulado nos quatro primeiros meses de 2010 cresceu 3,8%, enquanto nos últimos 12 meses houve queda de 1,3%.

O IBGE apontou que o valor da folha de pagamento real aumentou em todos os 14 locais pesquisados na comparação com abril de 2009, com a maior contribuição ficando com São Paulo, com aumento de 3,2%. O crescimento na região foi apoiado principalmente por alimentos e bebidas, com alta de 9,9%; máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações, com avanço de 12,5%; e minerais não metálicos, que subiram 14,9%.

Segundo o IBGE, também foi importante o impacto vindo das indústrias do Rio de Janeiro, com alta de 10,1%, e seus ganhos de 38,1% em meios de transporte e de 6,1% em indústrias extrativas (6,1%). O instituto também chamou a atenção para a alta de 9,3% do Paraná e para o crescimento de 7,9% do Rio Grande do Sul.

Em termos de setores, o valor real da folha subiu em 17 dos 18 segmentos, com destaque para alimentos e bebidas, com 6,7%; máquinas e equipamentos, com 7%; máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações, com 10%; meios de transporte, com 3%; e minerais não metálicos, com 10,5%. A única taxa negativa foi registrada no setor de madeira, com -5,1%.

No acumulado de janeiro a abril, a alta de 3,8% trouxe o avanço da folha real em todos os locais pesquisados, com destaque para São Paulo, com 2,5%; Rio de Janeiro, com 8,9%; e Paraná, com 7,2%.

"Nestes locais, os maiores acréscimos na massa salarial ocorreram, respectivamente, em papel e gráfica (13,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (15,4%) e alimentos e bebidas (5,4%); meios de transporte (24,6%), produtos químicos (12,7%) e indústrias extrativas (5,3%); e máquinas e equipamentos (17,3%), meios de transporte (9,6%) e produtos químicos (23,6%)", diz a nota divulgada pelo IBGE.

Em termos setoriais, 15 das 18 atividades expandiram o valor real da folha de pagamento, com destaque para alimentos e bebidas, com 4,9%; papel e gráfica, com 10,2%; máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações, com 10,1%; meios de transporte, com 2,7%; e produtos químicos, com 4,4%. As quedas aconteceram em metalurgia básica (-2,9%), madeira (-7,7%) e produtos de metal (-0,5%).

(Rafael Rosas | Valor)

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