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15/06/2010 - 12h39

Aversão a risco cai e investidor segue na ponta compradora na Bovespa

SÃO PAULO - Embora tanto a Europa como os Estados Unidos tenham divulgado indicadores mais fracos que o previsto sobre suas economias, os investidores seguem atuando com maior força na ponta compradora dos mercados acionários.

No Brasil, por volta das 12h30, o Ibovespa subia 0,76%, aos 64.016 pontos. E no dia de estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, o giro financeiro está em apenas R$ 1,7 bilhão.

No mesmo horário, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançava 0,92%, enquanto o Nasdaq avançava 1,30% e o S & P 500 tinha alta de 1,01%.

Entre os indicadores publicados hoje estão os preços dos importados nos Estados Unidos, que caíram 0,6% em maio.

Além disso, depois de dois meses seguidos de alta, o índice de confiança do setor de construção nos Estados Unidos caiu em junho, de acordo com a Associação Nacional dos Construtores (NAHB, na sigla em inglês). O NAHB/Wells Fargo House Market Index (HMI) recuou 5 pontos de maio para junho, ao atingir 17.

No continente europeu, a balança comercial da zona do euro ficou superavitária em apenas 1,8 bilhão de euros em abril, enquanto a confiança do investidor alemão caiu fortemente em junho. Apesar dos dados, o euro opera em alta nesta sessão.

Os investidores ainda estão de olho na situação da petrolífera BP, tendo em vista o rebaixamento de seu rating pela agência de classificação de risco Fitch Ratings.

Na avaliação do gestor de renda variável da Infinity Asset, George Sanders, um movimento de menor aversão a risco está contribuindo para a alta das bolsas.

"Estamos vendo um pouco mais dos players apostando em uma recuperação global, com uma tomada de posição com maior risco, mas não há nada definido para a Bolsa hoje, ainda mais com o vencimento do Ibovespa futuro amanhã", pontuou Sanders, que acredita que o giro financeiro ficará em torno de R$ 3 bilhões ao fim do pregão.

No cenário corporativo, apesar da alta das commodities, as "blue chips" seguem com rumos distintos. Há pouco, enquanto os papéis PNA da Vale subiam 0,31%, para R$ 41,83, com giro de R$ 165,3 milhões, as ações PN da Petrobras cediam 0,79%, a R$ 28,82, e com volume de R$ 178,1 milhões.

Ao fim da primeira etapa dos negócios, as maiores altas do Ibovespa partiam dos papéis do setor de aviação. Há pouco, as ações PN da TAM subiam 6,86%, para R$ 26,61, enquanto as ações PN da Gol avançavam 4,69%, a R$ 22,32.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a demanda por voos domésticos registrou crescimento de 20,17% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2009. O resultado marcou a décima segunda alta consecutiva das rotas domésticas na base de comparação anual. Além disso, foi o décimo mês consecutivo de alta acima de 20%.

Já a maior baixa do índice vinha dos papéis PN da Telesp, com queda de 2,08%, a R$ 38,55. A Telefónica comunicou hoje que vai propor na assembleia da Portugal Telecom (PT) a discussão de pagamento de um dividendo extraordinário no caso de aprovação da venda da participação dos portugueses na brasileira Vivo.

A empresa espanhola quer debater a distribuição de um dividendo complementar extraordinário de 1 euro por ação ou mais, correspondente ao exercício 2010, se a PT aceitar sua proposta pela Vivo, de 6,5 bilhões de euros.

Também entre as principais baixas do Ibovespa figuram os papéis ON da Cyrela Realty, com desvalorização de 1,82%, a R$ 20,42, e Ultrapar PN, com depreciação de 1,07%, a R$ 83,99.

Fora do índice, os papéis ON da Marfrig recuavam 2,84% minutos atrás, cotados a R$ 16,37.

A empresa anunciou ontem a compra da Keystone Foods, fabricante americana de alimentos à base de carne. O valor total do negócio é de US$ 1,26 bilhão e será financiado com uma emissão de debêntures conversíveis de R$ 2,5 bilhões.

(Beatriz Cutait | Valor)

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