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15/06/2010 - 14h58

Dólar volta a valer menos de R$ 1,80

SÃO PAULO - Em dia de forte melhora de humor externo e maior demanda por ativos de risco, os vendedores falaram mais alto no mercado de câmbio e seguraram o dólar abaixo da linha de R$ 1,80, algo que não acontecia desde 13 de maio.

Ao final da jornada, o dólar comercial era negociado a R$ 1,791 na compra e R$ 1,793 na venda, queda de 0,82%.

Vale lembrar que o pregão teve horário diferenciado em função do jogo do Brasil na Copa do Mundo. O registro das operações foi até as 13h30 e a confirmação até as 14 horas.

Já no mercado futuro, os negócios prosseguem normalmente. Por volta das 15 horas, o contrato para julho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), declinava 1,31%, a R$ 1,7945, depois de marcar R$ 1,7985.

Segundo o gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, Rodrigo Nassar, a formação de preço acompanha o tom positivo dos mercados externos. Para o especialista, não existe fator excepcional hoje, apenas a falta de notícias negativas.

No câmbio externo, o euro segue ganhando valor do dólar e retoma a linha de US$ 1,23. E entre as commodities, o barril de WTI para julho sobe mais de 1%, operando acima dos US$ 76,00.

O termômetro da aversão a risco, o VIX, que meda a volatilidade das opções americanas, caía mais de 8%, para linha dos 26 pontos. Vale lembrar que em meados de maio, período de grande incerteza do mercado com relação à crise grega, o índice rondava os 50 pontos.

Voltando ao câmbio local, pelo terceiro dia seguido os bancos reduziram sua apostas em favor do real. Conforme o preço da moeda americana cai, as instituições realizam lucro das posições vendidas. No pregão de ontem, a movimentação foi tímida, US$ 190 milhões, e o estoque ainda estava em US$ 6,09 bilhões.

Já os estrangeiros, reduzem o tamanho da aposta pró-dólar. Ontem, eles venderam US$ 324 milhões, mas ainda carregam uma posição comprada de US$ 4,06 bilhões.

De forma simplificada, os bancos ganham quando o real sobe e os estrangeiros ganham quando o dólar se valoriza.

(Eduardo Campos | Valor)

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