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15/06/2010 - 18h14

Melhora global leva Ibovespa a retomar os 64 mil pontos

SÃO PAULO - Em um dia de vitória para a seleção brasileira em sua estreia na Copa do Mundo, o mercado acionário acompanhou o tom positivo no pregão e retomou o patamar dos 64 mil pontos, o que não era visto desde o dia 13 de maio (64.788 pontos).

Embora não tenha registrado um desempenho tão positivo como o do mercado americano, cujas bolsas subiram mais de 2%, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também foi contagiada pelo clima de melhora no cenário externo, em meio à maior disposição dos investidores em tomar riscos.

Ainda que os indicadores econômicos divulgados tenham sido mais fracos que o previsto, a avaliação do mercado sobre a situação europeia evoluiu e, inclusive, contribuiu para a valorização do euro nesta sessão.

No mercado local, o Ibovespa registrou alta ao longo de todo pregão e fechou com valorização de 1,43%, aos 64.442 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 3,743 bilhões, dos quais cerca de R$ 700 milhões foram movimentados ao longo do jogo do Brasil contra a Coreia do Norte.

Em Wall Street, o índice Dow Jones encerrou os negócios com ganhos de 2,10%, enquanto o S & P 500 subiu 2,35%, e o Nasdaq avançou 2,76%.

Dentre as notícias analisadas pelos agentes esteve o pronunciamento da Comissão Europeia, que pediu a Espanha e Portugal que façam novos cortes em seus gastos, a fim de evitar que suas dívidas se transformem em uma "bola de neve".

Em documento divulgado hoje, a instituição afirmou que, apesar das medidas significativas já anunciadas pelos países para reduzir o déficit em suas contas, ainda são necessárias reduções adicionais, principalmente em 2011, para seja possível alcançar as metas desejadas.

"A Bovespa acompanhou o mercado externo, com os sinais de que a economia está mais calma e com uma diminuição da aversão a risco global", comentou o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger.

O sócio-gestor da Humaitá Investimentos, Frederico Mesnik, ainda ressaltou que o mercado deu um "voto de confiança" para a Europa, com a expectativa de que a região vai conseguir administrar seus problemas fiscais.

No front corporativo, entre as blue chips, as ações PN da Petrobras caíram 0,17%, a R$ 29,00, e giraram R$ 364,5 milhões. Já os papéis PNA da Vale subiram 1,19%, a R$ 42,20, com volume movimentado de R$ 452,6 milhões.

Terceiro papel mais negociado do dia, OGX Petróleo ON avançou 4,52%, para R$ 17,10, com giro de R$ 193,6 milhões.

As maiores altas do Ibovespa partiram dos papéis das companhias aéreas. Enquanto as ações PN da TAM se apreciaram em 8,03%, a R$ 26,9, os papéis PN da Gol tiveram ganhos de 7,83%, a R$ 22,99. Além disso, as ações ON da Telemar se valorizaram em 6,93%, para R$ 40,1.

No sentido oposto, os papéis PN da Telesp tiveram a peda mais expressiva do índice, ao recuarem 2,46%, a R$ 38,40. A Telefónica comunicou hoje que vai propor na assembleia da Portugal Telecom (PT) a discussão de pagamento de um dividendo extraordinário no caso de aprovação da venda da participação dos portugueses na brasileira Vivo.

A empresa espanhola quer debater a distribuição de um dividendo complementar extraordinário de 1 euro por ação ou mais, correspondente ao exercício 2010, se a PT aceitar sua proposta pela Vivo, de 6,5 bilhões de euros.

Também fecharam em baixa as ações ON do Banco do Brasil, que caíram 1,01%, a R$ 27,22, e os papéis ON da Redecard, que se desvalorizaram em 0,89%, a R$ 27,65.

Fora do Ibovespa, os papéis ON da Marfrig caíram 2,84%, para R$ 16,37. A empresa anunciou ontem a compra da Keystone Foods, fabricante americana de alimentos à base de carne. O valor total do negócio é de US$ 1,26 bilhão e será financiado com uma emissão de debêntures conversíveis de R$ 2,5 bilhões.

(Beatriz Cutait | Valor)

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