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16/06/2010 - 15h19

Bolsas europeias sustentam mais um pregão com leve alta

SÃO PAULO - As bolsas europeias titubearam ao longo do dia, mas conseguiram sustentar o sexto pregão seguido de alta nesta quarta-feira. As ações de seguradoras foram destaque de alta, enquanto bancos espanhóis e os papéis da Nokia ficaram entre as principais baixas.

Em Londres, o FTSE 100 ganhou 0,39%, para 5.238 pontos; em Frankfurt, o DAX subiu 0,26%, para 6.191 pontos; e em Paris, o CAC-40 teve alta de 0,39%, aos 3.676 pontos.

Os investidores analisaram hoje os dados da taxa de desemprego no Reino Unido, que subiu de 7,8% para 7,9%, totalizando 2,47 milhões de desempregados.

Já a inflação da zona do euro ficou em 1,6% nos 12 meses encerrados em maio, pouco acima da taxa apurada um mês antes, de 1,5%. Em maio de 2009, o indicador registrou variação nula. Na passagem de abril para maio, o índice de preços ao consumidor na região subiu 0,1%.

Na União Europeia, a inflação anual foi de 2%, mesma marca registrada em abril. Em maio de 2009, foi verificada alta de 0,8% no indicador de preços. Na base mensal, o indicador teve elevação de 0,2%.

Na França, o governo decidiu elevar a idade mínima para aposentadoria, de 60 para 62 anos a partir de 2018. Trata-se de mais uma medida do país para controlar as finanças públicas e reduzir o déficit fiscal.

Na Espanha, as atenções estão voltadas para o encontro entre o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, e o premiê Jose Luis Rodrigo Zapatero, na próxima sexta-feira, em Madri. Um porta-voz do FMI desmentiu rumores de que o país recorrerá ao fundo.

Mesmo assim, os papéis do setor bancário espanhol fecharam no terreno negativo. Santander caiu 1,4% e BBVA perdeu 0,2%. O Ibex 35 fechou em baixa de 0,60%. Os destaques corporativos neste pregão ficaram com as companhias seguradoras e farmacêuticas. Axa subiu 1,9% e Roche ganhou 1,2%. Já na outra ponta do mercado, Nokia recuou 9% na bolsa de Helsinke. A empresa informou que o lucro deste ano vai ser afetado pela dura competição no mercado de smartphones. As vendas líquidas no período devem ficar "no piso, ou ligeiramente abaixo" da faixa esperada anteriormente de 6,7 bilhões de euros a 7,2 bilhões de euros.

E para fechar o dia, as ações da BP perderam mais 1,5%. O presidente americano, Barack Obama, disse ontem em um pronunciamento à nação que o governo "vai fazer com que a BP pague pelos danos que a companhia causou" e que vai lutar para que isso ocorra não importa quanto tempo for preciso. Há pouco, a empresa anunciou a criação de um fundo de US$ 20 bilhões para ressarcir as vítimas do vazamento do Golfo do México.

(Téo Takar | Valor com agências internacionais)

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