UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

16/06/2010 - 09h50

Dólar sobe, mas ainda vale menos de R$ 1,80

SÃO PAULO - Depois do tombo de ontem, o dólar comercial ensaia pregão de retomada nesta quarta-feira, mas segue abaixo da linha de R$ 1,80. As ordens de compra ganham respaldo em um cenário externo também voltado à correção de preços em bolsas e outros ativos de risco.

Por volta das 9h40, o dólar comercial apresentava queda de 0,27%, a R$ 1,796 na compra e R$ 1,798 na venda.

Já no mercado futuro, o dólar com vencimento em julho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), apontava valorização de 0,47%, a R$ 1,803.

No câmbio externo, o euro também cede espaço para o dólar e é negociado abaixo da linha de US$ 1,23, que foi conquistada ontem.

Nas bolsas aqui e em Nova York os índices futuros sugerem abertura em baixa, depois da forte valorização de ontem.

Na agenda da manhã, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos mostrou que a inflação ao produtor americano caiu 0,3% no mês passado, recuo menor que o esperado. Já o núcleo do indicador, que desconta alimentos e energia, avançou 0,2%, contra previsão de 0,1%.

Também nos EUA, o setor de construção sente o fim os incentivos fiscais dados aos compradores de imóveis. A construção de novas moradias desabou 10% em maio, para 593 mil unidades na taxa anualizada. Tal leitura é a menor desde dezembro. A demanda por alvarás de construção também caiu forte, o recuo no mês foi de 5,9%.

A agenda americana ainda reserva a produção industrial, os estoques de petróleo e derivados e, no final da tarde, um discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke.

De volta ao mercado local, o pregão de ontem teve maior movimentação de bancos e estrangeiros no mercado futuro. As instituições financeiras seguiram realizando lucro em sua posição vendida. Eles aproveitaram a queda da moeda para baixo de R$ 1,80 e compraram US$ 472 milhões em contratos. Com isso, a estoque de venda caiu a US$ 5,61 bilhões. Vale lembrar que no dia 9 de junho, esse montante era de US$ 8,0 bilhões.

Já os estrangeiros voltaram a reduzir o tamanho das apostas que tinham contra a moeda brasileira. Os não residentes venderam US$ 414 milhões em contratos, levando sua posição pró-dólar a US$ 3,64 bilhões. No dia 9 de junho, por exemplo, o estoque de venda era de US$ 5,7 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host