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16/06/2010 - 17h33

Dólar tem novo dia de baixa e cai a R$ 1,79

SÃO PAULO - O dólar comercial marcou novo pregão de baixa contra o real, mas a instabilidade da cena externa conteve o ímpeto vendedor. Ao final da jornada, a moeda era negociada a R$ 1,79 na venda, leve baixa de 0,16%. Na mínima, o dólar saiu a R$ 1,781. O volume estimado para o interbancário foi de US$ 3 bilhões.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar cedeu 0,16%, a R$ 1,872. O volume ficou em US$ 292,5 milhões. Já no mercado futuro, o dólar com vencimento para julho, negociado na BM & F, perdia 0,08%, a R$ 1,793, antes do ajuste de posições.

Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, o mercado segue pautado pelo tom otimista e desmancha posição comprada em moeda americana. "Não se sabe se essa calmaria perdura por muito tempo. Mas o fato é que o investidor dá alguma credibilidade às economias europeias", diz o especialista.

Sinal dessa melhor percepção quanto à Europa é o euro, que defende a linha de US$ 1,23. Vale lembrar que no começo do mês a moeda comum foi a US$ 1,18.

Galhardo ressalta, no entanto, que os agentes ainda trabalham com posições de curto prazo, por isso não é possível descartar alguma realização de lucros em breve.

Como acontece toda a quarta-feira, o Banco Central mostrou o fluxo cambial parcial. Na segunda semana do mês, o resultado foi negativo em US$ 1,5 bilhão, com saídas pela conta comercial e financeira.

Mesmo com fluxo negativo, o BC tirou US$ 301 milhões do mercado. Com isso, o saldo líquido no mercado ficou negativo em US$ 1,8 bilhão. Ainda assim, o dólar comercial acumulou queda de 2,31% na semana.

Tal comportamento da moeda dá força à percepção de que não é o fluxo, mas sim as operações que acontecem no mercado futuro que determinam a formação de preço do dólar. Dando uma olhada no mercado futuro, o pregão de ontem teve maior movimentação de bancos e estrangeiros. As instituições financeiras seguiram realizando lucro em sua posição vendida. Eles aproveitaram a queda da moeda para baixo de R$ 1,80 e compraram US$ 472 milhões em contratos. Com isso, a estoque de venda caiu a US$ 5,61 bilhões. Vale lembrar que no dia 9 de junho, esse montante era de US$ 8,0 bilhões.

Já os estrangeiros voltaram a reduzir o tamanho das apostas que tinham contra a moeda brasileira (posição comprada). Os não residentes venderam US$ 414 milhões em contratos, levando sua posição pró-dólar a US$ 3,64 bilhões. No dia 9 de junho, por exemplo, o estoque de venda era de US$ 5,7 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor)

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