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16/06/2010 - 17h52

Ibovespa fecha dia em alta e se aproxima dos 65 mil pontos

SÃO PAULO - Descolada do mercado externo e puxada principalmente pelo desempenho dos papéis da Petrobras, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve o segundo dia de ganhos e renovou o maior patamar desde 13 de maio (64.788 pontos).

O Ibovespa encerrou as operações com alta de 0,48%, aos 64.750 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 9,727 bilhões, o maior desde o dia 26 de maio, quando foram movimentados R$ 9,886 bilhões.

O vencimento do Ibovespa futuro influenciou não apenas o volume movimentado nesta quarta-feira, como trouxe volatilidade para o pregão ao longo da primeira etapa.

Além disso, indicadores americanos mexeram de formas distintas com o humor dos investidores.

De um lado, a atividade de construção de casas nos Estados Unidos diminuiu 10% em maio - acima do previsto -, para uma taxa anualizada sazonalmente ajustada de 593 mil.

Já a indústria americana contou com um desempenho um pouco melhor que o esperado. A produção manufatureira do país cresceu 1,2% em maio, seguindo elevação de 0,7% em abril.

Em Wall Street, as bolsas fecharam de lado. O índice Dow Jones teve ganho de apenas 0,05%, enquanto o S & P 500 caiu 0,06%, e o Nasdaq ficou estável.

De volta ao mercado local, o Ibovespa oscilou hoje entre 63.974 e 65.097 pontos, e a alta da Petrobras foi determinante para a trajetória do mercado.

"O aumento dos preços do petróleo influenciaram os papéis da Petrobras e, consequentemente, a valorização do Ibovespa, apesar das bolsas americanas", afirmou o assessor de investimentos da corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro.

As ações PN da Petrobras subiram 2,24%, cotadas a R$ 29,65, com giro de R$ 719,4 milhões, enquanto os papéis ON da OGX Petróleo se apreciaram em 1,87%, a R$ 17,42, com volume negociado de R$ 340,3 milhões.

O grande giro do pregão, entretanto, ficou com as ações PNA da Vale, que movimentaram R$ 1,3 bilhão, e caíram 0,94%, a R$ 41,80.

As maiores altas do Ibovespa ficaram por conta dos papéis ON da Natura, com valorização de 4,4%, a R$ 39,1, das ações ON da Cosan, com apreciação de 4,01%, a R$ 22,54, e de Redecard ON, com ganhos de 3,97%, a R$ 28,75.

Já o sentido oposto foi liderado pelas ações do setor de telecomunicações. Os acionistas minoritários da Brasil Telecom (BrT) rejeitaram hoje a nova proposta de relação de troca de ações da companhia por papéis da sua controladora Telemar Norte Leste, do grupo Oi.

Com a rejeição, o processo de reorganização, iniciado em abril de 2008, está suspenso por tempo indeterminado.

Na reação ao anúncio, as ações PNA da Telemar Norte Leste caíram 6,47%, a R$ 52, enquanto os papéis PN da Telemar cederam 4,56%, a R$ 28,66, e as ações PN da BrT perderam 3,52%, a R$ 12,06. O grande impacto, no entanto, ficou com as ações ON da BrT - que não compõem o Ibovespa -, que despencaram 10,11%, cotadas a R$ 16,53.

(Beatriz Cutait | Valor)

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