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16/06/2010 - 11h16

Ibovespa opera de lado no pregão e defende linha dos 64.400 pontos

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera de lado no início do pregão desta quarta-feira. Depois de ter iniciado os negócios em baixa, o Ibovespa apresentou volatilidade na primeira hora de operação.

Por volta das 11h10, o Ibovespa, que já oscilou entre 63.974 e 64.583 pontos, cedia apenas 0,01%, aos 64.434 pontos, com giro financeiro de R$ 1,248 bilhão. O índice futuro, por sua vez, registrava queda de 0,25%, para 65.310 pontos. No último pregão, o Ibovespa subiu para 64.442 pontos.

Em Wall Street, as bolsas operam no vermelho desde sua abertura. Há instantes, o Dow Jones tinha desvalorização de 0,39%, enquanto o Nasdaq também recuava 0,39% e o S & P 500 verificava decréscimo de 0,37%.

Entre os indicadores divulgados hoje, destaque para a atividade de construção de casas nos Estados Unidos, que caiu 10% de abril para maio, acima do previsto, para uma taxa anualizada ajustada sazonalmente de 593 mil.

Além disso, a produção industrial americana aumentou 1,2% em maio - pouco acima das expectativas -, seguindo elevação de 0,7% em abril.

E, por fim, o Departamento do Trabalho dos EUA mostrou que o índice de preços ao produtor americano caiu menos que o previsto em maio, ao recuar 0,3%, após queda de 0,1% apurada um mês antes. Sem alimentos e energia, itens considerados voláteis, no entanto, o indicador subiu 0,2%, taxa idêntica àquela apurada em abril.

No cenário corporativo, as blue chips dão força positiva para o Ibovespa. Há pouco, os papéis PN da Petrobras subiam 0,58%, a R$ 29,17, enquanto as ações PNA da Vale se apreciavam em 1,18%, a R$ 42,70.

Entre as principais altas do Ibovespa, apareciam os papéis ON da Natura, com ganhos de 3,15%, a R$ 38,63, seguidos pelas ações ON da JBS, com apreciação de 2,87%, a R$ 8,23, e por TAM PN, com valorização de 2,75%, a R$ 27,64.

Matéria publicada hoje pelo Valor revelou que a companhia aérea prepara uma reestruturação na operação da Pantanal, a partir de 1º de agosto, que deve resultar em um aumento de cerca de 10% nos voos operados por ela no Aeroporto de Congonhas.

E, entre as maiores quedas do índice, destaque para os papéis ON da PDG Realty, com perdas de 1,77%, a R$ 16,06, para as ações PN da Brasil Telecom, com baixa de 2,32%, a R$ 12,21, e para os papéis PNA da Telemar Norte Leste (TMAR), com desvalorização de 2,71%, a R$ 54,09.

Termina hoje o mistério sobre a incorporação da Brasil Telecom (BrT) pela controladora TMAR, do grupo Oi. De acordo com reportagem da edição de hoje do Valor, fontes próximas à operação avaliam que haverá grande resistência dos minoritários da BrT. A decisão está exclusivamente nas mãos deles, donos de 50,7% do total das ações, pois a Oi não votará.

O encontro estava agendado para as 11 horas, na sede da BrT, em Brasília (DF). Caso seja recusada, será a terceira tentativa de reorganização societária da empresa em quatro anos.

(Beatriz Cutait | Valor)

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