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16/06/2010 - 12h04

Índice de Confiança de Serviços mostra recuo entre abril e maio

BRASÍLIA - O Índice de Confiança de Serviços (ICS) registrou, em maio, uma queda de 0,4%, na comparação com abril deste ano, saindo de 134 pontos para 133,4 pontos. O maior otimismo é do setor de transportes, com 137,8 pontos. São os primeiros dados para esse indicador, que terá apuração mensal pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

As informações estavam disponíveis no endereço eletrônico da FGV, apesar do chamado para uma entrevista coletiva com jornalistas em Brasília, na sede do Banco Central (BC).

O ICS foi criado sob encomenda do BC para preencher uma lacuna na avaliação feita pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para a decisão sobre a taxa básica de juros, Selic.

De acordo com a FGV, mesmo com o recuo, o setor mantém o otimismo elevado. Apesar de os serviços representarem dois terços do Produto Interno Bruto (PIB), o ICS exclui o comércio.

O organismo notou que as séries históricas da pesquisa iniciam-se em junho de 2008, permitindo, hoje, avaliar a evolução do setor ao longo dos dois últimos anos, incluindo a virada negativa do fim de 2008 e o início da recuperação em 2009.

Em maio de 2009, o ICS estava em 109 pontos. Em março de 2010, esteve no maior patamar apurado até agora para o ano, em 135,5 pontos. Do início da série, em junho de 2008, o ICS mais elevado foi apurado em agosto daquele calendário, com 138,4 pontos.

O ICS é parte da Sondagem Conjuntural do Setor de Serviços, calculado sobre uma média do Índice de Satisfação Atual (ISA-S), sobre o que ocorre no momento, e do Índice de Expectativa (IE-S) para os três meses à frente. A média apurada é multiplicada por 200, onde 100 é a linha divisória entre negativo e positivo.

O ISA-S apurado em maio ficou em 119,4 pontos, o mesmo de abril deste ano, mas acima dos 118,0 pontos de março. Mas houve um salto de otimismo em relação a maio de 2009, quando ficou em 86,3 pontos. Já o IE-S do mês passado ficou em 147,4 pontos. Apesar de elevado, o resultado ficou abaixo daquele de fevereiro, quando houve a leitura mais expressiva de 2010 até agora, de 153,7 pontos.

O levantamento para maio foi feito entre os dias 3 e 31 do mês, com 2.084 companhias grandes, médias e pequenas, que empregam cerca de 750 mil pessoas. Cerca 86% dos informantes são técnicos da empresas, segundo o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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