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25/06/2010 - 16h25 / Atualizada 25/06/2010 - 16h50

DIs ficam sem direção em dia de baixo volume

SÃO PAULO - Dias de poucos negócios no mercado de juros futuros. A partida do Brasil na Copa do Mundo esvaziou o pregão, que até as 16h10, contou com apenas 237.145 contratos negociados. Na quarta e quinta-feira foram mais de 800 mil vencimentos transacionados.

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento o julho de 2010 marcava estabilidade a 10,13%. Agosto de 2010 também estava sem alteração a 10,31%. Mas janeiro de 2011 avançava 0,03 ponto, a 11,31%.

Entre os longos, o contrato para janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava 12,08%, sem variação. Janeiro de 2013 tinha alta de 0,01 ponto, a 12,17%. E janeiro 2014 tinha valorização de 0,01 ponto, a 12,16%.

Os 237.145 contratos negociados equivalem a R$ 20,89 bilhões (US$ 11,67 bilhões). O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 74.505 contratos, equivalentes a R$ 6,26 bilhões (US$ 3,49 bilhões).

A curva esboçou alguma reação após a divulgação dos indicadores industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que mostram recuperação na atividade em maio.
O indicador de evolução da produção atingiu 54,9 pontos no mês passado, contra 51 pontos em abril. Em março, contudo, o resultado foi de 62,9 pontos. Segundo o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, leituras acima de 50 pontos mostram um cenário aquecido para a produção industrial.

Para Velho, tal comportamento da indústria somado a outros dados de atividade, como emprego, ajudam a reforçar a percepção de que a desaceleração da atividade não será tão forte no segundo trimestre.

Na visão do especialista, o crescimento deve mesmo ficar acima de 1% sobre os três primeiros meses do ano, contrariando a ideia inicial de avanço entre 0,8% a 0,9%.

Olhando para a semana que vem, atenção ao relatório trimestral de inflação do Banco Central, à produção industrial de maio e à leitura final do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de junho.

(Eduardo Campos | Valor)

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