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25/06/2010 - 17h40 / Atualizada 25/06/2010 - 17h54

Dólar perde no dia, mas sobe 0,45% na semana

SÃO PAULO - Pelo segundo pregão consecutivo, os vendedores fizeram valer sua vontade no mercado de câmbio. Mas, ainda assim, a moeda americana encerrou a semana com leve valorização de 0,45%. Já no mês, a divisa perde 2,25%.

Ao final da jornada, o dólar comercial apontava queda de 0,50%, a R$ 1,788 na compra e R$ 1,780 na venda. Na mínima, a divisa foi negociada a R$ 1,777. O giro estimado no interbancário ficou em US$ 1,7, recuando dos US$ 4,5 bilhões registrados ontem.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar cedeu 0,56%, a R$ 1,778. O volume marcou US$ 186 milhões, recuando de R$ 503 milhões registrado ontem.

Já no mercado futuro, o dólar com vencimento em julho, negociado na BM & F, caía 0,36%, a R$ 1,780, antes do ajuste final de posições.

O gerente de operações da Terra Futuros, Arnaldo Puccinelli, chamou atenção para o baixo volume de negócios no mercado futuro. Geralmente, a sexta tem um giro mais forte, com agentes zerando suas posições antes do final de semana.

O que tirou volume do mercado, não só no câmbio, mas também na Bovespa e no pregão de juros, foi o jogo do Brasil na Copa do Mundo. Na segunda-feira, a Seleção volta ao campo e enfrenta o Chile.

Ainda de acordo com o especialista, esse movimento de baixa no preço da moeda tem relação com a pressão de vendidos (aposta pró-real) e com a proximidade do final de mês. "Os vendidos estão forçando um pouco, aproveitando os comentários de entrada de dólares no mercado local", explica.

Vale lembrar que os principais vendedores de dólar no mês são os bancos. Com mais de US$ 8 bilhões no mercado à vista e outros US$ 3,55 bilhões no mercado futuro.

Deixando de lado o intradia, Puccinelli avalia que apesar da recuperação de preço nas bolsas e da menor demanda por dólares, o quadro ainda é cercado de incertezas. Uma indicação clara de que há uma inquietação no mercado é a contínua demanda por títulos da dívida americana, que são considerados porto seguro em momentos de incerteza. As taxas de retorno dos títulos de dois e 10 anos voltaram a fazer mínimas para o ano durante a semana.

(Eduardo Campos | Valor)

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