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25/06/2010 - 09h56 / Atualizada 25/06/2010 - 10h22

Reunião do G-20 e indicadores dos EUA devem pesar sobre Bovespa

SÃO PAULO - As atenções dos investidores nesta sexta-feira devem estar voltadas ao cenário externo. Além da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) americano, que veio abaixo do esperado, os agentes estão à espera da reunião do G-20, que ocorre neste fim de semana em Toronto, no Canadá.

A se julgar pelo desempenho do Ibovespa futuro nesta manhã, o dia promete ser de volatilidade na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Há pouco, o índice recuava 0,18%, aos 64.730 pontos.

De acordo com o Departamento do Comércio americano, o PIB cresceu a uma taxa anualizada de 2,7% entre janeiro e março deste ano, conforme a terceira revisão do desempenho da economia para o período.

A estimativa anterior apontava crescimento de 3% para o PIB do país no primeiro trimestre de 2010. Entre outubro e dezembro do ano passado, a economia americana teve expansão de 5,6%.

O encerramento desta semana ainda contará com a divulgação do índice de confiança do consumidor de junho, pela Universidade de Michigan.

No Brasil, o jogo da seleção contra Portugal na Copa do Mundo ainda deve reduzir a liquidez do mercado.

Vale lembrar que na partida de estreia do Brasil na Copa, no dia 15, foram movimentados apenas R$ 700 milhões durante o jogo e o giro do pregão atingiu o menor valor do ano, com R$ 3,743 bilhões.

Ontem, o mercado brasileiro seguiu o desempenho externo e o Ibovespa caiu 1,88%, aos 63.936 pontos. O giro financeiro atingiu cerca de R$ 5 bilhões.

Nesta manhã, os índices futuros americanos operam de lado, enquanto as bolsas europeias recuam no pregão.

No mercado asiático, as incertezas externas levaram as bolsas a registrarem novas perdas nesta jornada. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 recuou 1,92%, enquanto, em Hong Kong, o Hang Seng teve baixa de 0,21%. Em Xangai, o Shanghai Composite se desvalorizou em 0,54% e, em Seul, o Kospi caiu 0,58%.

No mercado corporativo, atenção novamente para os papéis da companhia petrolífera BP, que operam em forte queda na bolsa londrina. A empresa revelou hoje que os custos para conter o vazamento de petróleo no Golfo do México atingiram US$ 2,35 bilhões.

No Brasil, na noite de ontem, a Brasil Ecodiesel comunicou que a 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou improcedente o mérito da ação movida pela companhia para tentar derrubar a suspensão do Selo Combustível Social das unidades de Itaqui (MA) e de Iraquara (BA).

A suspensão, válida por um ano, foi decretada em março pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) porque a empresa não cumpriu as exigências do selo, segundo um processo administrativo aberto em 2007 pelo ministério.

"A decisão do STJ em nada altera a venda de 34 mil metros cúbicos de biodiesel pelas unidades de Rosário e Porto Nacional realizada no 18º Leilão da ANP", ressaltou a companhia, em fato relevante.

"A companhia enviará esforços no sentido de viabilizar a venda de sua produção de biodiesel pelas unidades de Iraquara e Itaqui nos lotes destinados às usinas sem Selo Combustível Social nos próximos leilões organizados pela ANP e de recuperar, junto aos órgãos competentes, o Selo Combustível Social dessas unidades", acrescentou a Ecodiesel.

Em função do jogo do Brasil na Copa, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) interromperá o expediente das 10h30 até 14h30.

Já no câmbio, o pregão, que abriu às 9 horas, segue até 10h30. Passada a partida, o registro das operações começa às 14h30 e vai até as 17 horas, com confirmação até as 17h30.

Nesta manhã, o dólar comercial perde força para a divisa brasileira. Minutos atrás, a moeda americana cedia 0,44%, cotada a R$ 1,781 na venda. O contrato futuro, com vencimento em julho, ainda recuava 0,30%, a R$ 1,781.

(Beatriz Cutait | Valor)

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