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01/07/2010 - 09h54

Após 3 quedas, Bovespa deve buscar recuperação no 1º pregão de julho

SÃO PAULO - Em uma jornada carregada de indicadores econômicos, o mercado acionário brasileiro deve buscar uma recuperação no início do primeiro pregão de julho, depois de recuar nos três últimos dias. A sinalização parte do Ibovespa futuro, que, há pouco, subia 0,39%, aos 61.670 pontos.

Nesta quinta-feira, as atenções dos investidores estão voltadas aos números do desempenho industrial em diversos países, inclusive o Brasil.

A China mostrou que sua atividade manufatureira reduziu o ritmo de crescimento. O Índice de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) da indústria marcou 52,1 em junho, ou 1,8 ponto percentual abaixo da leitura de maio.

O indicador de gerentes de compra do HSBC para a China também revelou uma desaceleração. O indicador saiu de 52,7 em maio para 50,4 um mês depois, o nível mais baixo em 14 meses.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a produção industrial ficou estável entre abril e maio e teve elevação de 14,8% na comparação com o quinto mês de 2009.

Nos Estados Unidos, às 11h, também será divulgado o índice de atividade no setor industrial, calculado pelo ISM. A agenda americana ainda reserva indicadores referentes aos gastos com construção e às vendas pendentes de imóveis, em maio.

Logo cedo, o Departamento do Trabalho americano informou que os novos pedidos de seguro-desemprego no país somaram 472 mil na semana terminada no dia 26 de junho, um aumento de 13 mil em comparação com a leitura da semana retrasada, de 459 mil (dado revisado).

O Ibovespa fechou o primeiro semestre do ano abaixo dos 61 mil pontos. Ontem, o índice teve queda de 1,68%, aos 60.935 pontos, na menor pontuação desde 26 de maio (60.190). O giro financeiro somou R$ 6,395 bilhões.

Em junho, o Ibovespa acumulou queda de 3,35% e, no trimestre, o índice recuou 13,41%, no pior desempenho para o período desde o auge da crise financeira, no terceiro trimestre de 2008, quando desabou 23,80%.

Nesta manhã, no cenário europeu, o Banco Central Europeu (BCE) revelou que está emprestando 111,2 bilhões de euros aos bancos, no dia em que vence uma tranche de empréstimos oferecida um ano atrás.

Nos Estados Unidos, a Câmara dos Deputados aprovou ontem a proposta de reforma do sistema financeiro do país. Agora, o projeto segue para o Senado.

Pela manhã, os índices futuros americanos e as bolsas europeias operavam em queda.

No mercado asiático, as bolsas encerraram o pregão em queda. Na bolsa de Tóquio, o índice Nikkei 225 recuou 2,04%; em Xangai, o Shanghai Composite caiu 1,02%; em Hong Kong, o Hang Seng teve baixa de 0,59%; e, em Seul, o Kospi caiu 0,71%.

No mercado corporativo nacional, matéria publicada na edição de hoje do Valor mostra que a demanda pelas ações do Banco do Brasil (BB) superou em mais de duas vezes a oferta, com as ordens de compra passando dos R$ 18 bilhões. Apenas as pessoas físicas pediram reserva de R$ 2 bilhões, sendo que os institucionais brasileiros teriam garantido 40% das propostas.

A queda do mercado nos últimos dois dias, entretanto, levou o preço de venda dos papéis a R$ 24,65, o mais baixo desde setembro do ano passado.

Com essa condição, o BB conseguiu captar R$ 7,05 bilhões na oferta primária de 286 milhões de novas ações, o que elevará seu Índice de Basileia de 13,7% para 15,3%, enquanto o mínimo exigido pelo Banco Central é de 11%.

No mercado cambial, o dólar iniciou o primeiro dia de negócios de julho em alta, mas já inverteu a direção. Há pouco, a moeda americana cedia 0,11%, cotada a R$ 1,800 na compra e a R$ 1,802 na venda. Já o dólar futuro cedia 0,24%, para R$ 1,812.

(Beatriz Cutait | Valor)

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