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01/07/2010 - 11h26

Bens de capital se destacam na produção industrial de maio

RIO - O setor de bens de capital foi o destaque da produção industrial no mês de maio. Além de ter sido a maior alta na comparação mensal, com avanço de 1,2% em relação a abril, e com alta de 38,5% ante maio do ano passado, o setor já acumula avanço de 30,6% no ano, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os bens de capital estão crescendo há 14 meses na série com ajuste sazonal, e há seis meses na comparação mensal. Desde abril de 2009, a alta acumulada já é de 42,5%.

Segundo o gerente de Análises e Estatísticas Derivadas do IBGE, André Macedo, não são apenas os números positivos que mostram a importância do setor. Mas sim a possibilidade de o avanço estar relacionado com a criação de maior capacidade produtiva para o restante da indústria.

"É o grande destaque positivo, porque pode significar importantes incrementos produtivos, com um maior dinamismo voltado para a produção de máquinas e equipamentos", disse Macedo.

Os bens de capital voltados para a indústria registraram avanço de 37,4% no bimestre abril/maio, em relação a mesmo período do ano passado, enquanto o primeiro trimestre do ano registrou avanço de 25,9% ante os primeiros três meses de 2009.

O setor que mais avançou foi o de bens de capital voltados para a construção civil, que tive alta de 178,2% no último bimestre, e de 212,4% nos primeiros três meses do ano, sempre em comparação com o mesmo período de 2009.

Os bens intermediários da indústria ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,1% em relação a abril. Na comparação com maio de 2009, houve alta de 15,8%. O destaque negativo foi o subsetor de petróleo e gás, que registrou recuo de 0,6% no acumulado de abril e maio, em relação ao ano passado. E o destaque envolveu insumos para a construção civil, que avançaram 18,5% no bimestre.

Os bens de consumo duráveis avançaram 17,8% no acumulado de abril e maio. O gerente do IBGE ressaltou que a alta ainda é de dois dígitos, mas o ritmo já é bem menor do que o registrado no primeiro trimestre do ano em relação a 2009, quando o avanço foi de 28,4%. Tanto que, na comparação mensal, de maio em relação a abril, já houve uma queda de 0,5%. Assim como os bens de consumo semi e não duráveis, que caíram 0,9% no mensal, após desacelerar de alta de 9% no primeiro trimestre do ano ante o mesmo período do ano passado, para alta de 6,2% no bimestre de abril e maio, ante o ano anterior.

"É bom lembrar que, no caso dos semi e não duráveis, a base de comparação do ano passado não é tão baixa, porque foi o setor que menos sofreu com a crise, por ser muito calcado no setor interno", disse Macedo. (Juliana Ennes | Valor)

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