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01/07/2010 - 18h04

Bens de consumo impulsionam importações no semestre

BRASÍLIA - Mesmo tendo registrado o pior resultado para o primeiro semestre dos últimos oito anos, o secretário-adjunto de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Fábio Faria, avaliou o saldo comercial acumulado até junho como "bastante positivo".

Segundo ele, afinal, as exportações brasileiras evoluíram 26,5% sobre período igual anterior, bem acima da projeção de 16% para o comércio mundial.

A balança registrou saldo de US$ 7,887 bilhões no primeiro semestre do ano, 43,3% inferior aos US$ 13,907 bilhões de intervalo igual em 2009. Foi o menor patamar desde o saldo de US$ 2,587 bilhões do mesmo período em 2002.

Atribuídas ao aquecimento da atividade e ao aumento de renda da população, as importações bateram recorde de crescimento para um primeiro semestre, com variação de 43,9% sobre igual período de 2009, somando US$ 81,302 bilhões.

Destaque para compras no exterior de bens de consumo, que avançaram 49%, onde os itens de maior procura foram os automóveis (alta de 72,3%), na mesma base de comparação. Combustíveis também pesaram, com expansão de 65,1%.

A aquisição externa de matérias-primas pelas empresas subiu 45,8% atingindo US$ 38 bilhões, ante US$ 25,9 bilhões de igual período anterior. Máquinas e equipamentos para investimentos no parque fabril local também cresceram 26,2%, acumulando US$ 17,7 bilhões no semestre contra US$ 13,9 bilhões no período igual de 2009.

Quanto às exportações, o total do primeiro semestre de 2010 chegou a US$ 89,189 bilhões, frente aos US$ 69,951 bilhões do mesmo período do ano anterior de 2009.

A forte alta no preço do aço contribuiu para que a venda externa de semimanufaturados registrassem maior ritmo de crescimento, em 38,8%, do que os produtos básicos (30,6%) e manufaturados (18,3%) no primeiro semestre contra o período igual de 2009.

Segundo a Secex, as exportações de ferro e aço subiram 65,8% e de ferro-ligas mais 65,5% dentre os semimanufaturados. Entre as commodities, o petróleo em bruto teve vendas com crescimento de 191,8%; o minério de cobre, mais 112%. Entre os manufaturados, óleos combustíveis registraram 121,6% de alta nas exportações, no acumulado janeiro a junho.

Entre os destinos, a China mantém a liderança dos compradores de produtos brasileiros, conquistada ano passado, seguida pelos Estados Unidos e Argentina. Lista que se repete para a origem das importações brasileiras, mas tendo os EUA em primeiro, China em segundo e depois a Argentina.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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