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01/07/2010 - 09h06

China e Espanha colocam bolsas da Europa no negativo

SÃO PAULO - Temendo um novo ciclo de recessão, os investidores da Europa voltaram a vender suas ações, colocando novamente as bolsas da região no vermelho. As preocupações do mercado foram alimentadas nesta quinta-feira pelos dados da economia chinesa e pela notícia de que a agência de classificação de risco Moody´s poderá rebaixar a nota de crédito da Espanha.

Em Londres, o índice FTSE 100 recuava, há pouco, 0,91%, para 4.872 pontos, enquanto o índice DAX, da bolsa de Frankfurt tinha queda de 0,67%, aos 5.925,26 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuava 1,40%, para 3.394,69 pontos e, na Espanha, o Ibex 35, da bolsa de Madri, perdia 1,11%, aos 9.160,80 pontos. Na Itália, o FTSE MIB, da bolsa de Milão, tinha desvalorização de 0,79%, aos 19.159,08 pontos. Os dados sobre a atividade manufatureira na China, divulgados nesta quinta-feira pela Federação de Logística e Compra da China e pelo Escritório Nacional de Estatísticas, não agradaram. Pelo segundo mês consecutivo, o ritmo de crescimento do gigante asiático desacelerou, com o índice de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) caindo de 53,9 em maio para 52,1 em junho. O indicador se aproximou ainda mais da marca 50, que separa a expansão da contração.

Também recuou o Índice de Gerentes de Compra do HSBC para a China, que saiu de 52,7 em maio para 50,4 no mês passado, o nível mais baixo em 14 meses.

Reforçando a percepção de piora no cenário global, a Moody ' s colocou sob revisão sua avaliação da dívida soberana espanhola, ameaçando reduzi-la em até dois níveis. Até agora, a Moody ' s é a única agência que ainda não revisou a classificação da Espanha. A Fitch e a Standard & Poor ' s já rebaixaram a nota de risco do país, considerando a deterioração da economia espanhola em função do alto grau de endividamento do país.

(Francine De Lorenzo | Valor, com agências internacionais)

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