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01/07/2010 - 16h10

Reserva para oferta da Renova começa amanhã

SÃO PAULO - A partir de amanhã, dia 2 de julho, os investidores já podem começar a fazer os pedidos de reserva para a oferta de units (certificado de ações) da Renova Energia, que atua na geração de energia elétrica por meio de fontes renováveis.

As pessoas físicas podem participar com investimento mínimo de R$ 3 mil. De acordo com o cronograma estimado, as reservas podem ser feitas até o dia 8 de julho e o preço por ação também será conhecido neste mesmo dia. As units ingressam no Nível 2 de Governança Corporativa da Bovespa no dia 13, sob o código RNEW11.

Cabe lembrar que essa é a segunda tentativa da empresa de ingressar na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Em março a oferta foi paralisada "por razões estratégicas e de condições de mercado".

Nesta nova tentativa, o tamanho da oferta foi reduzido, assim como o preço estimado por cada uma das units, composta por uma ação ordinária e duas ações preferencial.

Pelos novos termos, serão ofertadas inicialmente 10 milhões de units, com preço estimado entre R$ 15,00 e R$ 17,00 cada. No piso, a oferta movimentará R$ 150 milhões e, no teto, R$ 170 milhões. Considerando a colocação de lote suplementar (15%) e adicional (20%), os montantes sobem a R$ 202 milhões e R$ 229 milhões, no piso e no teto, respectivamente.

Para efeito de comparação, a oferta anterior era de 25.716.295 units, com preço de emissão entre R$ 19,00 e R$ 25,00.

O investidor deve atentar ao fato de que o Santander e o Fundo de Investimento em Participação Caixa Ambiental (FIP Ambiental) já manifestaram interesse em comprar ações na oferta. No caso do Santander, o montante a ser investido vai de R$ 58,572 milhões a R$ 75 milhões. Já o FIP Ambiental se dispõe a desembolsar outros R$ 70 milhões.

Há condições para esse investimento. Tanto para o Santander quanto o FIP Ambiental, a ordem de investimento só será dada se o preço por unit for igual o inferior a R$ 15,00.

No caso do Santander o valor total da oferta, sem considerar lotes extras, tem que ser de, no mínimo, R$ 150 milhões, e no caso do FIP Ambiental esse montante tem que ser de R$ 140 milhões. Outra condição à participação do Santander é que sua participação direta e indiretamente tem que ser inferior a 10% do capital da Renova.

"A ordem de colocação do Santander e FIP Ambiental será dada no procedimento de bookbuilding, observados os critérios acima, e somente poderá ser mantida na hipótese de não ser verificado excesso de demanda superior em um terço", apontou o Aviso ao Mercado da oferta. Vale alertar o investidor que a participação desses dois agentes na oferta pode resultar em má formação de preço e reduzida liquidez dos ativos no mercado secundário.

Constituída em 2006, a companhia opera três PCHs e foi a maior vendedora de energia no leilão exclusivo de energia eólica feito pelo governo federal em dezembro de 2009, com garantia de venda de 270 MW, por meio de 14 parques eólicos que estão em construção na Bahia.

Com o dinheiro levantado junto ao mercado, a Renova investirá justamente nesses parques eólicos que estão em construção. Segundo o prospecto, os recursos obtidos com a oferta representarão, aproximadamente, 15% do investimento total necessário para construção desses parques eólicos e deverão ser complementados por meio de financiamentos.

A empresa possui, ainda, um portfólio de projeto de 72 parques eólicos e 80 PCHs, com uma potencial capacidade instalada de 2.078 MW e 1.806 MW, respectivamente.

O controle da Renova é da RR Participações, holding controlada por Ricardo Lopes Delneri (65%) e Renato do Amaral Figueiredo (35%), que responde por 67,8% das ações ON.

O restante do capital é do fundo InfraBrasil, administrado pelo banco Santander, e que tem como cotistas a BNDESPar e fundos de pensão, entre os quais Petros, dos funcionários da Petrobras, Funcef, da Caixa Econômica Federal, e Previ, do Banco do Brasil.

A venda das units é coordenada pelo Santander, Bank of America Merrill Lynch e XP Investimentos. Quando apresentou a oferta pela primeira vez, além dessas instituições, Banco Votorantim, BB Investimentos e Espírito Santo Investment também estavam entre os coordenadores.

(Eduardo Campos | Valor)

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