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05/07/2010 - 09h31

Bovespa deve ter pregão morno, em dia de feriado nos EUA

SÃO PAULO - O pregão de abertura desta semana deve ficar sujeito à maior volatilidade e contar com um volume mais baixo de negócios, dada a ausência de operações no mercado americano, por conta do feriado do Dia da Independência. Pela manhã, o Ibovespa futuro seguia as bolsas europeias e registrava alta de 0,20%, aos 62.080 pontos.

Na sexta-feira passada, o principal índice da Bolsa brasileira teve ganhos de 0,32% e marcou 61.429 pontos, com giro financeiro de apenas R$ 3,645 bilhões, por conta do último jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo.

Na semana, no entanto, o Ibovespa acumulou perdas de 5,24% e teve a maior baixa para o período desde a primeira semana de maio, quando recuou 6,90%.

Nesta jornada, em dia de agenda esvaziada, destaque apenas para a agência de estatísticas Eurostat, que revelou que as vendas no varejo da zona do euro cresceram 0,2% em maio, invertendo o rumo de abril, de queda de 0,9%. Na União Europeia, o indicador subiu 0,4%, depois da baixa de 1%, do mês anterior.

No mercado asiático, as bolsas fecharam o pregão de lado. No Japão, o índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio subiu 0,69%, enquanto, em Seul, o Kospi avançou 0,21%. Já o Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, recuou 0,80% e, em Hong Kong, o Hang Seng teve baixa de 0,32%.

No mercado corporativo, a Portugal Telecom (PT) informou que seu conselho de administração não tomou nenhuma iniciativa concreta tendo como objetivo uma fusão com a Oi ou a aquisição de uma participação na operadora brasileira de telefonia.

O comunicado foi uma resposta ao pedido do órgão regulador do mercado de capitais português, após reportagens sobre o assunto no Brasil e em Portugal. Ainda segundo a PT, o conselho nega ter contratado um intermediário para negociar uma transação e afirma que sequer se reuniu para tratar do assunto.

A compra de uma fatia da Oi é apontada por analistas como alternativa para a Portugal Telecom caso sua participação de controle na Vivo seja vendida à Telefónica. Os acionistas aprovaram a venda na semana passada, mas o governo português usou seu poder de veto para barrar a transação.

No mercado cambial, o dólar iniciou as operações desta sessão em baixa, pelo quarto dia seguido. Há pouco, a moeda americana cedia 0,39%, cotada a R$ 1,769 na compra e a R$ 1,771 na venda. Já o dólar futuro recuava 0,08%, para R$ 1,780.

(Beatriz Cutait | Valor)

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