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05/07/2010 - 15h24

Brascan troca Cemig por AES Tietê em carteira recomendada para julho

SÃO PAULO - Em sua carteira de ações recomendadas para o mês de julho, a Brascan retirou os papéis PN da Cemig e os ON da Lojas Renner e incluiu as ações PN da Tim Participações e da AES Tietê.

Contemplando as alterações, a carteira para este mês ficou composta por Vale PNA e Usiminas PNA, com peso de 15%; CSN ON, Telesp PN, CPFL ON, AES Tietê PN, Marcopolo PN e Duratex ON, com participação de 10% cada; e por Tim Participações e Copel PNB, com representação de 5% cada.

Entre as justificativas dadas pela corretora para as alterações do portfólio está a aposta nos papéis da Tim, de olho nos próximos balanços da empresa.

"Incluímos também as ações preferenciais da TIM, em função da expectativa de melhora de seus números nos próximos trimestres, com incremento de adições líquidas e ganhos de margem. Destacamos ainda que a operadora poderá se tornar alvo de aquisição no setor, assim que for concluído o imbróglio envolvendo Telefónica, Portugal Telecom e Vivo, o que poderá impulsionar suas ações", apontou a instituição, em relatório.

Em junho, a carteira da Brascan teve ganho acumulado de 2,3%, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), recuou 3,35% no período.

Segundo a corretora, as ações da Marcopolo foram os destaques positivos de junho, ao se valorizarem em 12,7% no período.

"Acreditamos que essa performance esteja atrelada às perspectivas positivas para o resultado da companhia nos próximos trimestres", observou a corretora.

Além disso, os papéis da Lojas Renner subiram 12,6% no último mês, assim como as ações de energia apresentaram ganhos expressivos.

"Os dados de consumo de energia impulsionaram as ações de empresas como CPFL (+7,2%), com elevada exposição ao segmento industrial, e Copel (+10,7%), que ainda teve suas tarifas reajustadas, após um longo período de descontos", apontou a Brascan.

Já no campo negativo, os papéis PNA da Vale tiveram a baixa mais expressiva do portfólio no mês passado, ao recuarem 11,6%.

"Diante do crescente temor quanto à trajetória de recuperação da economia mundial e suas repercussões para a demanda de aço e minério de ferro, as ações da Vale representaram o pior desempenho da nossa carteira no mês de junho", informou a corretora.

(Beatriz Cutait | Valor)

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