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05/07/2010 - 16h26

DIs longos completam terceiro dia de baixa

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros de vencimento mais dilatado marcam o terceiro pregão seguido de baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em agosto de 2010, o mais líquido do dia, registrava estabilidade a 10,36%. Setembro de 2010 ganhava 0,02 ponto, a 10,62%. Mas janeiro de 2011 recuava 0,01 ponto, a 11,30%.

Entre os longos, o contrato para janeiro de 2012 apontava baixa de 0,03 ponto, a 11,91%. Janeiro de 2013 devolvia 0,04 ponto, a 12%. E janeiro 2014 caía 0,03 ponto, também a 12%.

O feriado em Nova York acabou limitando o número de negócios por aqui. Até as 16h10, foram negociados 349.025, contratos, equivalentes a R$ 31,77 bilhões (US$ 17,86 bilhões).
Vale lembrar que, na sexta, o jogo do Brasil na Copa do Mundo já tinha prejudicado a tomada de posições, mas que na quinta-feira mais de 1 milhão de contratos foram transacionados. O vencimento agosto de 2010 foi o mais negociado, com 120.000 contratos, equivalentes a R$ 11,90 bilhões (US$ 6,69 bilhões).

Na avaliação do economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa, tal movimentação da curva futura ainda é reflexo do relatório de inflação apresentado na semana passada, que mostrou, no cenário de mercado, que uma Selic de 11,75% traria o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 4,6% em 2011.

"Isso mostrou que não precisa de um aperto muito forte nos juros para trazer a inflação para próximo da meta. Com isso, algumas casas, que estavam mais pessimistas, reavaliaram suas apostas", explica o especialista.

Além disso, diz Rosa, a inflação corrente mais baixa acaba exercendo algum tipo de influência nas expectativas, mesmo sendo um movimento pontual. "Essa folga na inflação é temporária", pondera o especialista.

Ainda sobre o comportamento dos preços, o economista reforça a perspectiva de inflação mais pressionada de julho em diante, reflexo da forte demanda no mercado local.

No curto prazo, diz Rosa, não há mudança de expectativa de atuação do Banco Central. Novas altas de 0,75 ponto devem se efetuadas na taxa Selic.
Hoje, o boletim Focus, do BC, mostra Selic a 12,13% no fechamento de 2010, contra 12% da pesquisa anterior.

A sondagem do BC com agentes de mercado também mostrou estabilidade na expectativa de IPCA para o fechamento do ano em 5,55%. Para 2011, a mediana segue em 4,8%.

Os agentes ajustaram o prognóstico de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 7,13% para 7,20% agora em 2010.

(Eduardo Campos | Valor)

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