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05/07/2010 - 15h20

Sondagem aponta retomada de investimentos pela indústria

RIO - A Sondagem de Investimentos da Indústria realizada pela Fundação Getúlio Vargas demonstra que a crise financeira internacional já passou, de acordo com o coordenador de sondagens conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), Aloísio Campelo.

"A crise já passou em termos da retomada de investimento industrial e também nas contratações realizadas pela indústria. E boa parte dos investimentos tem sido realizada em aumento da expansão da capacidade produtiva", disse Campelo. Para ele, quando uma empresa investe em aumento da capacidade de produção, é porque ela vislumbra um crescimento sustentado por mais tempo, não deve ser pontual. O objetivo de expandir as plantas industriais seria reflexo da melhora do cenário econômico a partir do segundo semestre do ano passado, quando a ociosidade das plantas foi reduzida. O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) crescia, no segundo semestre de 2009, a cerca de 0,7% ao mês, e no início deste ano a uma velocidade menor, de 0,3%. "Isso se deve em parte pela desaceleração, devido ao fim da redução do IPI (imposto sobre produtos industrializados), mas também à entrada de capacidade nova, devido a investimentos já maturados", disse Campelo. De acordo com dados da FGV, nos seis meses anteriores à pesquisada, coletada entre abril e maio deste ano, o Nuci da indústria brasileira chegou a 84%, bem acima dos 79,4% registrados em 2009, mas ainda abaixo dos 85,9% de 2008. E a capacidade de produção deve continuar aumentando, porque cerca de 40% das 789 empresas que responderam ao questionário da FGV pretendem expandir capacidade. Este é o segundo melhor resultado da série histórica iniciada em 1998, atrás apenas de 2008, quando o percentual chegou a 50%. No ano passado, o percentual de empresas que previam expandir a capacidade produtiva (24%) foi menor do que o de fato realizado (29%), o que demonstraria otimismo menor do que as boas condições demonstradas pela economia. Enquanto isso, a participação de empresas que não têm programa de investimentos para este ano é de 14%. Este é o menor percentual da história, empatado com 2007 e 2008. "Mas, naqueles anos, a indústria não investia tanto há duas décadas", ressaltou o coordenador da FGV. Além disso, 28% das empresas pesquisadas pretendem investir em aumento da produtividade e 18% fazer aportes para substituir máquinas ou equipamentos. (Juliana Ennes | Valor)

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