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08/07/2010 - 14h47

Bolsas europeias avançam com maior otimismo sobre economia mundial

SÃO PAULO - O setor bancário e as empresas de commodities novamente impulsionaram as bolsas europeias nesta quinta-feira. Projeções mais favoráveis do FMI para o crescimento da economia mundial, indicadores positivos na região e ainda o otimismo dos investidores em relação aos testes de estresse do setor financeiro europeu deram o tom dos negócios.

Em Londres, o FTSE 100 terminou aos 5.105 pontos, em alta de 1,81%; em Paris, o CAC-40 subiu 1,57%, para 3.538 pontos; e em Frankfurt, o DAX fechou em 6.036 pontos, com ganho de 0,71%.

Os investidores analisaram o relatório de atualização de projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). O PIB da zona do euro deve ter crescimento de 1% neste ano e de 1,3% em 2011. A economia da Alemanha deve registrar avanço de 1,4% em 2010 e de 1,6% em 2011, mesmas taxas aguardadas para a França. No caso da Espanha, no entanto, a previsão é de contração da economia neste ano, de 0,4%, mas de retomada no exercício seguinte, com expansão de 0,6%.

Com a sinalização de avanço da economia mundial - o FMI espera avanço global de 4,6% em 2010 e 4,3% em 2011 - as commodities ganharam novo fôlego. Xstrata teve alta de 2,9%, Antofagasta evoluiu 3,4% e BHP Billiton ganhou 1,7%.

O detalhamento dos testes de estresse dos bancos europeus também trouxe algum alívio ao mercado e impulsionou as ações do setor. Ao todo, a Comissão de Supervisão analisará o desempenho de 91 instituições que atuam na região. O resultado dos testes deve sair no dia 23. LLoyds registrou alta de 4,3%, Santander ganhou 1,5% e BBVA avançou 2%.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, recebeu bem o compromisso dos líderes europeus de publicar os resultados dos testes de estresse dos bancos e indicou nesta quinta-feira que parece estar diminuindo a necessidade de acalmar os mercados por meio da compra de títulos do governo com problemas.

Ele também passou um tom mais positivo sobre a economia da zona do euro após o banco manter sua taxa de juro em 1%, nível recorde de baixa, dizendo que os dados recentes não apoiam visões "excessivamente pessimistas".

O Banco da Inglaterra também optou pela manutenção da taxa de juro em 0,5%, iniciativa essa antecipada por muitos agentes financeiros. A produção manufatureira no Reino Unido registrou crescimento de 4,3% em maio sobre o mesmo mês de 2009, a maior expansão desde dezembro de 1994. Em relação a abril, a alta na produção manufatureira foi de 0,3%. A produção industrial total do país registrou alta de 2,6% em maio na comparação com o mesmo mês de 2009. Em relação a abril, o crescimento foi de 0,7%.

Na Alemanha, a produção industrial cresceu 2,6% em maio, em relação a abril. O desempenho foi bem melhor do que o esperado por muitos economistas, que esperavam uma alta de 0,9% a 1%. Na comparação com maio de 2009, a expansão foi de 12,4%.

Outro indicador do dia foi o de novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos, que caíram em 21 mil na semana terminada no dia 3 deste mês, na comparação com a antecedente, para 454 mil.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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