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08/07/2010 - 16h28

DIs passam por ajuste de alta na BM & F

SÃO PAULO - Depois de um pregão de elevada liquidez e forte ajuste de baixa, os contratos de juros futuros tiveram um pregão morno e encerraram o dia apontando para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Segundo o gestor da SLW Asset Management, Gustavo Gazaneo, a jornada foi de recomposição de posições depois do ajuste observado ontem. O gestor também chamou atenção para o baixo volume de negócios, reflexo do feriado que fecha as bolsas brasileiras amanhã.

Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em agosto de 2010 registrava alta de 0,01 ponto, a 10,41%. Outubro de 2010 subia 0,02 ponto, a 10,94%. E janeiro de 2011 também ganhava 0,02 ponto, a 11,32%.

Entre os longos, o contrato para janeiro de 2012, o mais líquido do dia, se valorizava 0,03 ponto, a 11,90%. Janeiro de 2013 subia 0,07 ponto, a 12,09%. E janeiro 2014 também acumulava 0,02 ponto, a 12,09%.

Até as 16 horas, foram negociados 418.470, contratos, equivalentes a R$ 35,57 bilhões (US$ 20,70 bilhões), um terço do registrado ontem. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 166.845 contratos, equivalentes a R$ 14,12 bilhões (US$ 7,97 bilhões). Para o gestor da Global Equity, Octávio Vaz, o movimento de baixa observado na quarta-feira tinha levado a curva para próximo do seu piso. Então cambia algum tipo de correção.

Ainda de acordo com o especialista, a IPCA de junho, que foi o menor em quatro anos e serviu de gatilho para o movimento de baixa do pregão passado, não era uma novidade. "Tal recuo nos preços já era esperado", diz.

A questão, segundo o gestor, é saber se tal comportamento da inflação é uma tendência ou se junho foi apenas um ponto fora da curva. Para Vaz, o cenário base ainda é de pressão inflacionária e de alta na atividade.

Avaliando a condução da política monetária, o especialista aponta que o mercado trabalha com a ideia de que o Banco Central deve implementar um ajuste total na Selic ao redor dos 300 pontos-base. Agora, diz Vaz, o ajuste fino desse ciclo, ou seja, se serão necessários mais ou menos apertos, passa pelo comportamento do mercado externo.

Se as coisas por lá piorem muito, há estímulo para o BC reavaliar o ritmo de ajuste. Já se a situação se resolver de maneira satisfatória, a alta na Selic pode superar os 300 pontos.

(Eduardo Campos | Valor)

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