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08/07/2010 - 09h43

Ibovespa futuro indica abertura positiva da Bovespa

SÃO PAULO - As decisões de política monetária na Europa e um novo relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) com suas previsões para o desempenho da economia neste e no próximo ano estão no foco dos investidores no início desta jornada.

Pela manhã, as bolsas europeias operavam em alta, enquanto os índices futuros americanos estavam praticamente estáveis. No Brasil, há pouco, o Ibovespa futuro subia 0,30%, aos 64.140 pontos.

Este é o pregão de encerramento da semana, visto que a Bovespa não funcionará amanhã, por conta do feriado do dia da Revolução Constitucionalista no Estado de São Paulo.

Ontem, o Ibovespa subiu 1,96% e atingiu 63.283 pontos, no maior patamar desde 28 de junho (64.225 pontos). O giro financeiro negociado somou R$ 5,841 bilhões.

Hoje cedo, conforme esperado, o comitê de política monetária do Banco da Inglaterra decidiu manter a taxa de juro do país em 0,5%. A mesma decisão foi adotada pelo Banco Central Europeu (BCE), que deixou a principal taxa de juro da zona do euro em 1%.

Já o FMI revelou que sua projeção para o crescimento da economia mundial neste ano subiu de 4,2%, em abril, para 4,6%, neste momento. Já a estimativa para 2011 foi mantida em avanço de 4,3%.

No caso do Brasil, a instituição elevou de 5,5% para 7,1% a previsão para a expansão do PIB em 2010 e de 4,1% para 4,2% a estimativa de crescimento da economia do país para o próximo ano.

Ao mesmo tempo que o FMI ressaltou que prevê a continuidade da recuperação econômica, alertou para o fato de os riscos contra esse processo terem aumentado.

Na agenda americana, os agentes observam o indicador de pedidos semanais por seguro-desemprego e os dados sobre o crédito ao consumidor de maio.

No mercado asiático, as bolsas voltaram a traçar trajetória positiva. No Japão, o Nikkei 225 da bolsa de Tóquio subiu 2,76%, enquanto, em Hong Kong, o Hang Seng teve valorização de 0,97% e, em Seul, o Kospi avançou 1,37%. A exceção do dia ficou com o Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, que recuou 0,25%.

No cenário corporativo, o setor de telecomunicações volta ao foco. A Corte Europeia de Justiça considerou ilegal o direito de veto do governo português nas decisões da Portugal Telecom (PT). A decisão contra a "golden share" foi tomada hoje, sem surpresas, condenando na prática o bloqueio do Estado português à aprovação pelos acionistas da PT da venda da Vivo para a Telefónica por 7,15 bilhões de euros.

A Telefónica tinha anunciado que manteria sua última oferta até o dia 16.

No mercado cambial, o dólar iniciou os negócios em queda. Há pouco, a moeda americana declinava 0,33%, cotada a R$ 1,759 na compra e a R$ 1,761 na venda. Já o dólar futuro registrava depreciação de 0,47%, para R$ 1,7665.

(Beatriz Cutait | Valor)

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