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08/07/2010 - 17h18

Safra eleva preço-alvo para ações do Pão de Açúcar

SÃO PAULO - O Safra Banco de Investimento elevou o preço-alvo para os papéis PNA do Pão de Açúcar (PCAR5) de R$ 78,60 para R$ 81,20 e alterou o prazo de dezembro de 2010 para os próximos 12 meses. A recomendação para as ações foi mantida em "outperform".

"Após uma sequência de resultados trimestrais surpreendentemente positivos, nós estamos revisando para cima nossas estimativas, para incorporar uma reestruturação da Globex muito mais rápida do que o esperado e o bom desempenho de vendas de Pão de Açúcar", afirmou o Safra, em relatório enviado ao mercado, assinado por Erick Guedes e Felipe Rotenberg.

Na última sexta-feira, o Pão de Açúcar fechou um acordo com a Casas Bahia, que prevê, entre outros fatores, o aumento de capital da Globex em pelo menos R$ 690 milhões para a conclusão do processo de fusão.

"Os novos termos do contrato nos parecem mais favoráveis do que o mercado esperava e continuam positivo para a empresa. Mas algumas questões importantes continuam sem resposta e nosso valuation de Casas Bahia é muito preliminar, devido à falta de mais informações. Mais dados sobre a integração da Nova Casas Bahia devem ser divulgados em um mês, mas o balanço patrimonial consolidado da operação de fusão só deve ser disponibilizado no quarto trimestre de 2010. Nosso custo da dívida de 10% não reflete essas incertezas restantes", observou o Safra.

Na avaliação da instituição, o fechamento do negócio deve trazer "certo alívio" e contribuir para um desempenho positivo das ações do grupo.

O Safra não descarta, entretanto, a possibilidade de que, após o longo período de negociações entre as empresas, alguns investidores prefiram esperar por mais informações sobre a Nova Casas Bahia e por mais evidências de que as duas famílias vão gerenciar as operações de maneira eficiente.

E, de olho no plano de investimentos do Pão de Açúcar, que soma R$ 5 bilhões de 2010 a 2012, o Safra ressaltou que o considera muito agressivo em termos de crescimento de área e mais caro do que o estimado. "Estamos, portanto, mais conservadores nas nossas estimativas." (Beatriz Cutait | Valor)

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