UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

16/07/2010 - 09h52

Balanços corporativos devem pesar sobre pregão da Bovespa

SÃO PAULO - O cenário corporativo domina as atenções dos investidores no pregão de encerramento desta semana, com a divulgação de balanços de peso na jornada.

De olho nos resultados trimestrais de empresas como Google, Bank of America (BofA), General Electric (GE) e Citigroup, o mercado adota um tom de caulela antes da abertura dos negócios.

No Brasil, há pouco, o Ibovespa futuro sinalizava uma abertura negativa do pregão, ao registrar baixa de 0,18%, ficando em 63.930 pontos.

Ontem, o Ibovespa zerou as perdas ao fim dos negócios e fechou com leve alta de 0,02%, somando 63.489 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,077 bilhões.

No âmbito corporativo, os resultados do Google vieram abaixo do esperado pelo mercado. O lucro líquido da empresa totalizou US$ 1,84 bilhão no segundo trimestre, ou US$ 5,71 por ação. O montante acabou 24% acima do US$ 1,48 bilhão anunciado um ano antes.

O lucro por ação, excluindo alguns itens não recorrentes, foi de US$ 6,45 no trimestre, enquanto analistas estimavam um total de US$ 6,52.

No setor financeiro, o BofA revelou que lucro líquido de US$ 3,123 bilhões entre abril e junho, ou 3,1% menor que os US$ 3,224 bilhões de um ano antes. O lucro aplicável aos detentores de ações ordinárias ficou em US$ 2,783 bilhões, excedendo em 15% os US$ 2,419 bilhões do segundo trimestre de 2009.

Após dividendos preferenciais, o lucro por ação foi de US$ 0,27 neste três meses até junho deste calendário, comparável ao US$ 0,33 por papel de período correspondente do ano passado.

Além disso, na noite de ontem, o Goldman Sachs firmou acordo com a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos (Securities and Exchange Commission, SEC) para encerrar a investigação do órgão regulador a respeito dos negócios do banco envolvendo operações de derivativos atrelados a contratos de hipotecas de alto risco (subprime). O Goldman desembolsará US$ 550 milhões, maior penalidade já paga por uma empresa à SEC.

Já o conglomerado General Electric (GE) encerrou o segundo trimestre de 2010 com lucro líquido de US$ 3,214 bilhões, alta de 19% perante os US$ 2,689 bilhões somados nos três meses terminados em 30 de junho do ano passado.

A empresa apresentou receita total de US$ 37,444 bilhões entre abril e junho deste exercício, ou 4% mais enxutos que os US$ 39,108 bilhões verificados no segundo trimestre de 2009.

Na pauta de indicadores americanos, os agentes analisam o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que diminuiu 0,1% em junho, seguindo queda de 0,2% um mês antes. Sem alimentos e energia, no entanto, o indicador subiu 0,2%, após elevação de 0,1% em maio.

Ainda nos EUA, a Universidade de Michigan apresenta o dado preliminar sobre a confiança do consumidor.

Pela manhã, os índices futuros americanos operavam praticamente estáveis, enquanto as bolsas europeias registravam ganhos no pregão.

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, puxadas pela forte desvalorização da bolsa japonesa. O índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, cedeu 2,86%, para 9.408,36 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,03%m enquanto, em Seul, o Kospi teve queda de 0,73%. O Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, ficou estável.

No mercado cambial, o dólar opera em baixa nesta sessão. Há pouco, a moeda americana tinha depreciação de 0,28%, cotada a R$ 1,765 na compra e a R$ 1,765 na venda. Já o dólar futuro apresentava apreciação de 0,14%, para R$ 1,7695.

(Beatriz Cutait | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host