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16/07/2010 - 12h14

Dólar continua subindo, em dia de nervosismo no mercado

SÃO PAULO - O dólar comercial segue em alta em dia marcado pela aversão ao risco dos investidores. Perto de 12h15, a moeda americana tinha valorização de 0,50%, a R$ 1,778 na compra e a R$ 1,780 na venda. No mercado futuro, por sua vez, o contrato de agosto negociado na BM & F subia 0,93%, cotado a R$ 1,783.

Em Wall Street, minutos atrás, o Dow Jones cedia 1,6%, enquanto o Nasdaq e o S & P 500 declinavam mais de 1,7%. Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, "o mercado hoje está muito nervoso" e um dos principais motivos é a aprovação feita ontem pelo Congresso americano do projeto de lei de reforma financeira do país. "A reforma fará com que o sistema financeiro tenha menor mobilidade", disse. Agostini não descarta, no entanto, alguma influência da queda na confiança do consumidor americano em julho. O indicador que mede esse sentimento ficou em 66,5, ante a marca de 76 do mês passado, mostrou pesquisa da Universidade do Michigan. O resultado veio abaixo da expectativa do mercado. Alguns economistas esperavam uma leitura de 74,5 a 75 no período. "Mas só a confiança do consumidor americano não tem uma força para mexer com o mercado de forma tão negativa", explicou. "A questão é que uma série de dados divulgados apontaram para uma recuperação mais prolongada dos Estados Unidos". O euro segue ganhando do dólar. Minutos atrás, a moeda comum europeia tinha valorização de 0,32%, cotada a US$ 1,295. Na máxima, o euro quase chegou a US$ 1,30. O movimento, na avaliação de Agostini, se deve mais ao enfraquecimento da economia americana do que ao fortalecimento da europeia. Ele admite que as medidas adotadas pelos governos europeus estão surtindo efeito. "Não tem segredo. Se você fica com febre, toma um antitérmico e melhora. Era natural que a Europa mostrasse recuperação após alguns meses", diz. O economista da Austin Rating lembra, no entanto, que os problemas ainda não foram equacionados e alguns países como Portugal e Irlanda continuam com problemas sérios. "A questão é que as expectativas de crescimento para os EUA foram revistas para baixo. Logo, os agentes decidiram diversificar a cesta de moedas", explicou.

(Karin Sato | Valor)

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