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16/07/2010 - 17h06

Dólar vai a R$ 1,782 e se valoriza 1,19% na semana

SÃO PAULO - O mercado de câmbio não escapou da piora de humor que pauta os negócios nesta sexta-feira. Com bolsas e commodities em queda, os compradores encontraram espaço para atuar, mas, ainda assim, parece existir um limite de alta para a cotação moeda.

O dólar comercial encerrou a jornada com valorização de 0,56%, para R$ 1,782 na venda, maior preço desde o dia 6 de julho. Na semana, a divisa ganhou 1,19%, mas ainda perde 1,22% no mês.

Depois do forte volume de ontem, que rondou os US$ 5 bilhões, o pregão no interbancário foi pouco movimentado. O giro estimado foi de apenas US$ 1,2 bilhão.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar encerrou com alta de 0,59%, negociado a R$ 1,7825. O volume somou US$ 343 milhões, mais que o dobro do registrado ontem.

Já no mercado futuro, o dólar com vencimento agosto, registrava alta de 0,93%, a R$ 1,7835, antes do ajuste final de posições. Na máxima, a divisa foi a R$ 1,792.

Avaliando o comportamento do câmbio ao longo da semana, o gestor da Vetorial Asset, Sérgio Machado, avalia que o mercado apresentou um movimento de cobertura de posições vendida, ou seja, os agentes realizaram lucro das apostas pró-real.

Isso fica mais evidente se lembrarmos que na terça-feira o dólar caiu a R$ 1,75, menor cotação em dois meses e antiga barreira técnica e psicológica. Segundo Machado, sabe-se que nessa linha de preço não é recomendado ampliar venda.

Acontece que alguns agentes insistiram nessa posição e acabaram perdendo dinheiro. Com ajuda na piora de humor externo criou-se o espaço para a compra, e foi exatamente isso que o mercado assistiu. Baste lembrar que no mercado futuro, hoje, o dólar beirou R$ 1,80. O ponto destacado pelo especialista é que, da mesma forma que o R$ 1,75 é um bom ponto de compra, os arredores de R$ 1,80 se apresentam com uma boa oportunidade de venda.

Tal avaliação ajuda a explicar porque não foi observada uma disparada de preço do dólar nesta sexta-feira, que mostra baixa acentuada no preço das commodities e índices americanos, como Dow Jones e Nasdaq perdendo mais de 2% cada.

Olhando agora para o câmbio externo, quem ganha com a derrocada dos indicadores americanos é o euro. A moeda fez máxima intradia de US$ 1,30, maior preço em dois meses.

(Eduardo Campos | Valor)

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