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19/07/2010 - 17h00

Dólar sobe pelo quarto dia e vale US$ 1,786

SÃO PAULO - O dólar comercial completou o quarto pregão seguido de alta contra o real, acumulando valorização de 1,88% nesse período. A divisa americana recupera preço desde a terça-feira da semana passada, quando testou e respeitou a barreira técnica e psicológica de R$ 1,75.

Depois de fazer mínima a R$ 1,774, o dólar comercial encerrou a jornada com valorização de 0,22%, a R$ 1,786 na venda. O giro estimado para o interbancário somou apenas US$ 1,1 bilhão.

Na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar encerrou com leve alta de 0,19%, negociado a R$ 1,7858. O volume somou US$ 343 milhões, 31% menor do que o registrado na sexta-feira.

Já no mercado futuro, o dólar com vencimento em agosto registrava alta de 0,44%, a R$ 1,7945, antes do ajuste final de posições.

Na avaliação do gerente da mesa de câmbio da BGC Liquidez, Francisco Carvalho, a formação de preço do dólar estaria mais relacionada aos índices americanos, que operaram sem rumo definido no pregão de hoje, do que ao comportamento de outras moedas como o euro.

Cabe lembrar que, no câmbio externo, o euro defendeu alta ante o dólar, na linha de US$ 1,29. E o barril de WTI teve leve alta, fechando ao redor dos US$ 76,50.

Na visão do especialista, falta incentivo para os agentes voltarem a vender moeda americana de forma consistente, ainda mais depois que o piso de R$ 1,75 foi novamente testado e respeitado.

"Temos que ter uma mudança de preços relativos para que a moeda mude sua banda de oscilação", diz Carvalho, que trabalha com R$ 1,75 como piso e R$ 1,80 como teto.

Pelo lado dos fundamentos, diz o especialista, o mercado percebe que o fluxo esperado para o ano pode ser menor.

Sinal disso é o desempenho da balança comercial. No acumulado de 2010 até o dia 18, o superávit foi de US$ 9,2 bilhões, montante 42,6% menor que os US$ 16,05 bilhões registrados em igual período de 2009.

Mais uma indicação de menor entrada foi dada pelo Focus. A previsão para o investimento estrangeiro direto (IED) cedeu de US$ 34,65 bilhões para US$ 34,30 bilhões. E a estimativa de déficit em conta corrente saiu de US$ 47,23 bilhões para US$ 47,46 bilhões. Já o prognóstico para a balança, por outro lado, aumentou de US$ 15,71 bilhões para US$ 16 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor)

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