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19/07/2010 - 17h19

Magazine Luiza espera alcançar faturamento de R$ 15 bilhões em 5 anos

SÃO PAULO - A compra da rede paraibana Lojas Maia - que marca a entrada do grupo no mercado nordestino - foi mais um passo estratégico do Magazine Luiza em sua meta de alcançar abrangência nacional em um prazo de cinco anos.

Nesse período, a direção do grupo de varejo acredita ser possível alcançar vendas de R$ 15 bilhões, em uma conta que leva em consideração não apenas o crescimento orgânico da rede de móveis e eletroeletrônicos, mas também as prováveis aquisições que serão realizadas até 2015.

Em seu último movimento de consolidação, a companhia já garantiu um faturamento bruto anual próximo de R$ 6 bilhões e a presença em 16 Estados brasileiros, com um total de 611 lojas.

No entanto, a própria presidente da varejista, Luiza Helena Trajano, reconheceu hoje a necessidade de melhorar a presença na região Centro-Oeste. Fora isso, o grupo ainda precisa chegar ao importante mercado fluminense, onde já estão presentes seus concorrentes diretos Casas Bahia e Máquina de Vendas, resultado da associação entre Ricardo Eletro e Insinuante.

Ao justificar a escolha pela Lojas Maia, os executivos da empresa fundada em Franca apontaram a presença da rede nos nove Estados do Nordeste e sua atuação mais forte com os consumidores das classes C e D, cujo consumo cresce acima da média. Ao todo, a rede adquirida soma 141 lojas e 3,2 milhões de clientes.

Durante entrevista coletiva à imprensa, Trajano revelou que as conversas com a família Maia começaram há cerca de dois anos, mas não evoluíram porque o foco do grupo na época era consolidar a entrada na Grande São Paulo, marcada pela abertura simultânea de 44 lojas em setembro de 2008.

Após isso, as negociações ganharam maior velocidade nos últimos três meses, culminando com o fechamento de um acordo na sexta-feira passada. Antes de fazer o anúncio ao público, Trajano diz que comunicou a celebração do negócio aos funcionários da rede.

Com vista a atingir seu planejamento estratégico para os próximos cinco anos, o grupo tende a manter um ritmo agressivo em abertura de lojas. Nas contas de Frederico Trajano, diretor de marketing e vendas do Magazine Luiza, ainda serão necessárias mais 50 lojas para "fechar" a região Nordeste. O plano da antiga administração da Lojas Maia, que será mantido, já previa mais seis inaugurações.

Na Grande São Paulo, a companhia espera concluir já na primeira metade de 2011 a meta de atingir 100 lojas. Só neste ano, a previsão é alcançar 70 unidades no mercado paulista, com a abertura de sete pontos. Entre as inaugurações na capital, uma grande loja na Marginal Tietê também abrigará um escritório de negócios da varejista a partir de outubro.

A empresa estima que o faturamento na região metropolitana de São Paulo chegará a R$ 800 milhões neste ano, um montante equivalente ao faturamento que o grupo levou 45 anos de história para atingir.

Toda essa expansão ainda acompanha um antigo plano do grupo de abrir seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Sobre o tema, o superintendente da rede, Marcelo Silva, apontou hoje que o Magazine Luiza tem se preparado para a realização da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), mas que tudo vai depender "do mercado e do momento".

(Eduardo Laguna | Valor)

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