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20/07/2010 - 20h15

Menor pressão sobre inflação ainda não deve mexer com Copom, diz FGV

RIO - A divulgação de ligeira estabilidade no Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), de 0,03% na segunda prévia de julho, e a deflação registrada nos bens e serviços voltados ao consumidor não devem mexer ainda com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide nesta quarta-feira a nova taxa básica de juros do país.

Na última reunião, o Banco Central elevou a Selic em 0,75 ponto percentual, passando de 9,5% para 10,25% ao ano. O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, acredita que a mudança de tendência dos ajustes de preços não deve ter ainda impacto sobre a decisão do Copom, porque há necessidade de análise mais contínua para saber se foi pontual ou não. "Mas já é sinal novo, que tem que ser levado em consideração", disse.

O economista acredita que o processo inflacionário não deixou de preocupar, mas já dá sinais de que está mais brando. "Isso precisa ser levado em consideração. Obriga o BC a pensar melhor no processo daqui para frente", disse.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou queda de 0,18%, na segunda prévia de julho, ante queda de 0,2% no mesmo período do mês anterior. Mas não foi somente a alimentação, cujos preços cederam a partir do segundo trimestre. O setor de vestuário, com suas promoções, também ajudou. Assim como o setor de habitação, que havia sofrido com impacto dos reajustes de tarifas de energia elétrica em junho, além das taxas de água e esgoto. Com o fim da programação de férias, as passagens aéreas desaceleraram, passando de alta de 5,72% para queda de 5,18%. Isso também ajudou a diminuir a pressão para o consumidor.

(Juliana Ennes | Valor)

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