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20/07/2010 - 16h10

Mercadante e Skaf se encontram na abertura da feira de panificação

SÃO PAULO - Com agenda igual, os candidatos ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante (PT) e Paulo Skaf (PSB) passaram por uma saia justa hoje ao se encontrarem na inauguração da Feira Internacional de Panificação (Fipan) na capital paulista.

O encontro foi cordial. Assim que se avistaram, os dois postulantes ao Palácio dos Bandeirantes se cumprimentaram com um aperto de mão. Em seguida teve início a solenidade do evento. Mercadante foi o primeiro a discursar e aproveitou o espaço para fazer algumas promessas e criticar a gestão do PSDB no Estado.

"Perdemos dois bancos públicos (Nossa Caixa e Banespa). Por isso defendo a criação de uma agência de fomento para impulsionar alguns setores da nossa economia, como o de panificação, que representa 2% do PIB e é fundamental na geração de empregos", observou o petista.

Antes de encerrar sua fala, Mercadante saldou o adversário, que estava ao seu lado, ao lembrar seu papel como presidente da Fiesp na defesa dos interesses das micro e pequenas empresas. "Vamos estar juntos nessa campanha e quem estiver no segundo turno terá o apoio do outro", afirmou.

Mais tarde, no entanto, em entrevista coletiva, o senador disse ter certeza de que chegará ao segundo turno da corrida estadual.

Ao pegar o microfone, Skaf não fez promessas de campanha e lembrou que, como presidente da Fiesp, ajudou a aprovar um investimento de R$ 40 milhões para o setor de panificação.

Na entrevista coletiva, questionado se teria ficado desconfortável com o encontro, o candidato do PSB afirmou que não, pois o adversário seria seu amigo. "Ele queria ser candidato ao Senado, mas aceitou essa missão." Sobre um eventual segundo turno, Skaf declarou que não cogita a hipótese de ficar de fora "Pergunte a ele (Mercadante) se ele vai me apoiar." Os dois candidatos também comentaram sobre pesquisas de intenção de voto. Skaf ressaltou que os levantamentos internos do partido já apontam uma subida das suas intenções, de 2% para até 5%. Para ele, os números são positivos, uma vez que o horário eleitoral gratuito ainda não começou, e a população desconhece sua candidatura.

Já Mercadante reclamou da falta de cobertura da imprensa na sucessão estadual e avaliou que a pesquisa Datafolha, que será divulgada no próximo sábado, não irá trazer oscilações importantes. "Só vamos ter um quadro mais definido a partir do horário eleitoral gratuito. Hoje, a única disputa que está na boca do povo é a eleição presidencial." (Fernando Taquari | Valor)

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