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20/07/2010 - 10h41

Mercado sustenta alta do dólar, cotado a R$ 1,793

SÃO PAULO - Os compradores seguem influenciando o mercado de câmbio, de forma que a moeda americana opera em alta pelo quarto dia consecutivo. Por volta das 10h35, o dólar comercial tinha valorização de 0,33%, cotado a R$ 1,790 na compra e a R$ 1,793 na venda.

No mercado futuro, o dólar com vencimento em agosto, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), apontava ligeira queda de 0,08%, a R$ 1,795.

Vale pontuar que a tensão quanto ao ritmo de recuperação da economia americana, causada por indicadores divulgados recentemente, permanece. Para agravar a situação, hoje o Departamento do Comércio dos Estados Unidos divulgou que a atividade de construção de casas nos Estados Unidos diminuiu 5% em junho. A queda foi superior à expectativa dos analistas. Os alvarás de construção, por sua vez, aumentaram 2,1% entre maio e junho, com a taxa anualizada sazonalmente ajustada passando de 574 mil (após revisão) para 586 mil no período. Apesar de positiva, a variação é considerada tímida por parte do mercado. Carlos Alberto Abdala, diretor de câmbio da Renova Corretora de Câmbio, explica que o mercado tinha a crença de que a China seria suficientemente grande para sustentar a economia mundial no lugar dos EUA. Neste momento, porém, ela se mostra insuficiente. "O que estamos vendo é que, para onde a economia mundial vai, todo mundo vai", diz. Segundo ele, o mercado de câmbio está, atualmente, mais focado no humor externo. Entretanto, há outros fatores que podem pressionar o dólar para cima, como a perspectiva de um ingresso menor de recursos externos do que era esperado, e o movimento da Selic, taxa básica de juros brasileira. Antes, o mercado apostava numa alta de 0,75 ponto percentual da Selic. Hoje já existe um consenso de que esse aumento será menor, de 0,5 ponto. Além disso, conforme lembra Abdala, há quem acredite que este será o último ajuste para cima da taxa básica. "Se os agentes entenderem que esta será a última elevação da Selic, irão pressionar o dólar para cima. Se entenderem que não é a última, talvez devolvam algo que do que subiu (ou seja, farão um ajuste na cotação). Mas isso vai depender da própria ata (da reunião do Comitê de Política Monetária). A questão é que eles tentarão precificar, de forma que veremos muita oscilação da divisa americana até o anúncio da decisão do Copom", explicou. Nesta sessão, o euro tem desvalorização de 0,64% ante o dólar, cotado a US$ 1,2864.

(Karin Sato | Valor)
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