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20/07/2010 - 08h11

Receita da Philips do Brasil sobe 40% e impulsiona desempenho mundial

SÃO PAULO - O impulso das vendas de TVs durante a Copa, associado ao crescimento da área de iluminação, estimulou os resultados da Philips do Brasil no segundo trimestre. A receita da subsidiária cresceu 40%, ante o mesmo período do ano passado, desconsiderando os efeitos cambiais. Enquanto isso, as vendas globais da Philips avançaram 12%.

"A Philips do Brasil é o motor de crescimento da Philips em termos globais", afirmou o presidente da Philips do Brasil, Marcos Bicudo, em entrevista ao Valor (confira também entrevista em vídeo).

A Copa fez as vendas de televisores da marca no país mais que dobrar entre abril e junho, levando o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) a se recuperar e marcar alta de 19 pontos percentuais frente aos dados negativos registrados no segundo trimestre do ano passado, quando o setor ainda sofria os efeitos da crise econômica mundial.

Além do segmento chamado pela empresa de "estilo de vida", onde estão incluídos os equipamentos eletrônicos, o ramo de iluminação também teve importância nas vendas do país no período, principalmente com o crescimento das vendas das lâmpadas de led. "Os emergentes são importantes para a companhia. Dentre os Brics, o Brasil é o mais representativo e tem sido prioridade estratégica para a Philips", destacou o executivo. A taxa de crescimento da receita das subsidiárias dos países emergentes alcançou 29% no segundo trimestre e a participação dessa nações no faturamento total do grupo passou de 29% no ano passado, para 34%.

"A estratégia global é fazer com que os emergentes cheguem a representar 50% do faturamento da multinacional nos próximos anos e o Brasil tem colaborado para isso", completou Bicudo sem, no entanto, informar a representatividade do país nos negócios totais da empresa.

Sem detalhar também os resultados segmentados, Bicudo afirma que a área de estilo de vida é a mais representativa das operações brasileiras, com participação de 60% dos negócios da empresa no país.

Os segmentos de iluminação e saúde, por sua vez, representam 15% e 25%, respectivamente. No mundo, o peso de cada um dos setores é semelhante, com cerca de um terço de representatividade nos negócios globais da multinacional holandesa.

O que mais tem recebido aportes na Philips, no entanto, é o de saúde, o que tem feito com que a empresa volte suas estratégias para as perspectivas da área nos países em desenvolvimento. Nesta área, inclusive, o executivo afirma que a Philips do Brasil deve realizar aquisições até o fim do ano.

Para o segundo semestre, as projeções dos resultados da subsidiária brasileira também são positivas. Bicudo estima que, "se for isolado o crescimento pontual das vendas de TV na Copa", os negócios por aqui devem mostrar o mesmo padrão de crescimento até o fim do ano.

Na primeira metade do ano, o faturamento da companhia no país apresentou alta de 69% ante os seis primeiros meses de 2009. "No transcorrer de 2010, devemos apresentar um crescimento de 15% a 20%", projetou o presidente da empresa no Brasil.

(Vanessa Dezem | Valor)

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