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26/07/2010 - 16h08

Bolívia prevê novos marcos regulatórios em energia até o fim do ano

RIO - O governo boliviano espera promulgar até o fim do ano as novas leis para os setores elétrico e de hidrocarbonetos. Para o vice-ministro de Eletricidade e Energias Alternativas da Bolívia, Roberto Peredo Echazú, no setor elétrico é necessária a criação de um novo marco regulatório, uma vez que até 1º de maio deste ano não havia produção de energia pela Empresa Nacional de Eletrificação (Ende), companhia estatal que agora, depois da nacionalização de quatro empresas privatizadas na década de 90, responde por 71% da geração no país.

"A lei atual é de 1994 e vai mudar porque nacionalizamos as empresas distribuidoras e o ordenamento tem que mudar", afirmou Echazú, que participa do Seminário Internacional de Integração Energética Bolívia-Brasil.

Questionado sobre as mudanças previstas no setor de hidrocarbonetos e se essas alterações transformariam as empresas que atuam no país em prestadoras de serviços, Echazú preferiu não opinar, uma vez que não acompanha as discussões do setor de óleo e gás no ministério. Em relação ao segmento elétrico, o vice-ministro acrescentou que o objetivo é mudar a atual configuração da matriz, que tem 60% da geração a partir de termelétricas e 40% de origem hidrelétrica. O objetivo do governo é ter 50% da geração a partir de hidrelétricas, 25% de termelétricas a gás e 25% de outras fontes renováveis em 2025.

Também presente ao encontro, o embaixador boliviano no país, Alberto González, garantiu que a Bolívia tem interesse em vender energia para o Brasil.

"Queremos que a Bolívia seja exportadora de energia e o mercado brasileiro é muito importante para alcançar esse objetivo", disse González, que citou as possibilidades de aproveitamento de potencial hidrelétrico na parte boliviana do rio Madeira e da construção de uma termelétrica na cidade de Puerto Suarez.

(Rafael Rosas | Valor)

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